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Denunciantes testemunham no Parlamento Europeu

Denunciantes testemunham no Parlamento Europeu
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Denunciar um caso de corrupção pode ter sérias consequências. Dois espanhóis que tomaram essa decisão vieram dar testemunho no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que prepara a sua posição sobre uma nova diretiva europeia de proteção dos denunciantes.

Luis Segura era militar e depois da denúncia foi expulso do exército, não conseguindo arranjar emprego.

"Passei por momentos muito duros, tive que dormir no carro por vezes, e também passei fome, perdi a liberdade quando me puseram 139 dias em detenção. Quanto estive preso, chegaram a despir-me e colocaram-me em isolamento, sem poder falar com ninguém. Tudo sem uma ordem judicial", contou à euronews.

Ana Garrido era funcionária pública e depois de participar na denúncia do caso Guartel, um dos mais polémicos e com impacto político, teve de emigrar durante dois anos. Sente-se abandonada por todos, incluindo pelo sistema de justiça.

"Não tive apoio nem dos sindicatos, nem dos meus colegas, muitos dos quais até mentiram no julgamento. Não tive nenhum apoio da justiça, mesmo na ocasião em que recebi ameaças de morte e tentaram empurrar-me da estrada para uma valeta. Disseram-me que não cumpria os critérios para receber proteção", relatou à euronews.

Os testemunhos de Ana e Luís visam acelerar a aprovação da diretiva europeia que prevê a criação de canais seguros para fazer a delação e receber apoio para enfrentar o processo posterior.

Um eurodeputado espanhol dos verdes, Jordi Sole, realça uma das medidas prioritárias: "Devemos proteger o anonimato, para evitar que estas pessoas fiquem sujeitas a assédio. E devemos penalizar as pessoas que assediam e ameaçam quem faz estes alertas.

Na Europa existem vários casos de perseguição a pessoas que denunciaram casos de corrupção e outras ilegalidades. Alguns dos mais polémicos foram os escândalos financeiros LuxLeaks e Papéis do Panamá.