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Confrontos com polícia em novo protesto independentista catalão

Manifestação independentista na Catalunha incluiu bloqueios de estrada
Manifestação independentista na Catalunha incluiu bloqueios de estrada -
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REUTERS/Pilar Suarez
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Bloqueio de estradas e caminhos-de-ferro, confrontos com a polícia e mais de 10 mil pessoas na rua com bandeiras catalãs e cartazes a reclamar democracia marcaram na Catalunha mais uma jornada de apoio aos 12 dirigentes políticos sob julgamento em Madrid por rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.

A manifestação promovida pela plataforma "Univesitas per la Republica" deu expressão à greve convocada pela Intersindical-CSC, um pequeno sindicato independentista que agrupa apenas 321 dos cerca de 50 mil representantes sindicais catalães.

Os bloqueios rodo e ferroviários deram início aos protestos, inflamados já no centro de Barcelona por confrontos entre jovens e a polícia local.

Pelo menos quatro pessoas foram detidas e mais de 30 ficaram feridas, entre elas seis "mossos de esquadra."

O protesto, que contou com o apoio do governo catalão liderado por Quim Torra, prosseguiu depois com uma marcha de milhares de pessoas pelo centro de Barcelona. Entre elas, Cristina, para quem "ninguém deveria ser julgado pela ideologia política numa democracia."

"Parece-me inaceitável que o governo se mantenha intransigente com o argumento da Constituição e não permita que estas pessoas estejam em liberdade. Por isso, estou aqui esta tarde", contou a bióloga.

Também presente na manifestação, o reformado Joan reclama da alegada "injustiça" que diz estar a ser cometida contra "pessoas que apenas tentaram cumprir o mandato" do povo catalão. "E que as estejam a julgar sem as garantias democráticas que vemos noutros países", acrescentou o pensionista.

O líder do sindicato que promoveu o protesto falou em sucesso, salientando os cerca de "25 por cento de participação na greve" só nas instituições dependentes do Instituto Catalão da Saúde.

"Queremos sublinhar o nosso protesto contra a atuação dos 'mossos de esquadra' contra o nosso direito à manifestação", disse ainda Sergi Perello, o porta-voz da Intersindical-CSC.

Os doze políticos, incluindo o ex-vice-presidente do Governo regional Oriol Junqueras, estão a ser julgados em Madrid na sequência do referendo independentista catalão e da proclamação unilateral de independência de outubro de 2017, acusados de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.

Ainda longe da barra do tribunal espanhol, exilado na Bélgica continua Carles Puigdemont, o ex-presidente do governo regional e figura principal do processo independentista da Catalunha.