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Partidos do PPE querem expulsão de Orbán da família política

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De  Ricardo Borges de Carvalho
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Partidos do PPE querem expulsão de Orbán da família política

Apesar das criticas às políticas de Viktor Orbán e do Fidesz, em novembro, na reunião do Partido Popular Europeu, em Helsínquia, ainda parecia haver uma certa normalidade na família política. Mas os cartazes que o Fidesz espalhou pela Hungria, foram a gota de água que fez transbordar o copo.

Neles, o partido do primeiro-ministro húngaro ataca pessoalmente o Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, que é também o líder do Partido Popular Europeu.

O eurodeputado dos Verdes, Philippe LAMBERTS, estranha que só agora os restantes membros do PPE reajam.

"É só porque ele insulta Jean-Claude Juncker? Quando olho para a viragem para a extrema-direita de Viktor Orbán, houve sinais graves antes. E o PPE queria manter a ilusão de que ele pertencia à família. Espero que mesmo para as alas mais à direita do PPE, isto seja suficiente".

Viktor Orbán já disse que o Fidesz não vai sair do PPE, se quiserem, que o expulsem. O primeiro-ministro húngaro quer manter-se no maior grupo do Parlamento Europeu e estar no clube dos decisores políticos, ao qual pertence, por exemplo, a chanceler alemã Angela Merkel.

Mas o Fidesz também é importante para o Partido Popular Europeu. Sem os 12 eurodeputados eleitos pelo maior partido húngaro, e com a perspetiva de serem ainda mais após as próximas eleições de maio, a dimensão do PPE pode ficar bastante reduzida no próximo mandato.

O eurodeputado belga Tom Vandenkendelaere, do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu, diz que foram dadas todas as hipóteses a Orbán de corrigir as suas políticas.

"Demos tempo suficiente ao Fidesz para corrigir o seu comportamento e as suas posições, mas é claro que não quer corrigir a sua posição e é por isso que pedimos a expulsão do Fidesz do Partido Popular Europeu."

Se o Fidesz for expulso do PPE, poderá ser uma grande derrota para Viktor Orbán. O partido ficará mais isolado e, sem o escudo protetor do maior grupo parlamentar europeu, as ações disciplinares já em curso contra a Hungria deverão ganhar velocidade.

O Fidesz irá provavelmente juntar-se aos Eurocéticos o que poderá levar a que defenda políticas ainda mais extremistas.