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Angolanos esperam que a descentralização ajude a resolver carências urbanas

Angolanos esperam que a descentralização ajude a resolver carências urbanas
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Angola prepara a realização das primeiras eleições autárquicas, um passo importante para a democracia. A descentralização do poder poderá ajudar a responder a alguns problemas locais graves, como na cidade de Luanda.

Aqui, no bairro de Morro Bento, são muitas as necessidades. O saneamento básico é uma delas.

"Quando chove, aqui na Rua das Mangarinas, as crianças tem desfiladeiro para a passar e para vir na escola. Fica cheio de água e chega até à cintura", diz uma moradora.

A Administração do Bairro conhece os problemas e já os sinalizou ao governo da província de Luanda, como é o caso deste buraco, identificado há oito anos.

Firmino José, administrador do bairro, acredita que a criação das autarquias vai tornar a gestão de fundos públicos mais transparente e eficiente. "Penso que é um processo de louvar. É bem-vindo, porque primeiro a população fica mais próxima do esquema de governação. A gestão também vai ser mais transparente e a sua aplicação também vai ter outro ritmo", diz.

Um problema grave é a falta de água potável. As pessoas têm sede de soluções. Constância Gonçalves Borgito vende carne e peixe. "Sobre a água, está muito difícil. Temos canalizações mas a água não corre nalgumas casas. Há nalgumas, mas noutras a água não sai", lamenta.

A água não corre em inúmeras torneiras. Apenas, um dos vários problemas de Morro Bento, como nos conta Evandro Amaral, formado em administração pública e presidente de uma associação de moradores. "Iluminação pública, saneamento básico, a energia aqui é não é das melhores, é muito, muito fraca, às vezes o aparelho de ar condicionado não arranca. Ao nível do lixo, temos também algumas zonas degradantes, e acreditamos que agora com a nova governação, com as autarquias locais as coisas possam definitivamente resolver os problemas", explica.

A estrutura de poder local conta com quatro etapas. A reformulação do poder traduzir-se-á numa gestão mais direta. O modelo português é um dos considerados com as devidas adaptações à realidade angolana, como a questão dos lideres tradicionais.

Nem todas as zonas são como Morro Bento. A cidade de Kilamba fica também sob alçada do governo provincial de Luanda, mas a realidade é outra. Água existe, estradas, jardins, transportes. Uma realidade diferente de um local mais cuidado e com qualidade de vida.