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"Breves de Bruxelas: Desinformação, Puigdemont, Turquia, vacinas

"Breves de Bruxelas: Desinformação, Puigdemont, Turquia, vacinas
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Os desafios da digitalização estão em grande destaque na Cimeira Europeia de Negócios, esta semana, em Bruxelas, que analisa os impactos na indústria, nos mercados e nas infra-estruturas, mas também no diálogo social e nos valores políticos promovidos nas várias plataformas da Internet.

Com eleições europeias à porta, o enviado da euronews centrou-se no painel que discute as implicações para a campanha eleitoral das chamadas notícias falsas e de outras estratégias de desinformação.

Como devem políticos e jornalistas defender-se de estratégias cada vez mais sofisticadas para propagar falsas informações, que induzem os cidadãos a tomar certas decisões, nomeadamente quando vão votar?

A questão começou a ser mais discutida desde as eleições norte-americanas, em 2017, e os europeus estão cada vez mais empenhados na regulação, seguindo a vice-porta-voz do Parlamento Europeu, Marjory van den Broeke.

"Muitas pessoas parecem pensar que os algoritmos são algo que cai do céu, enviado por Deus. Não é nada disso, são criados por pessoas. Penso que o que devemos fazer é analisar que algoritmos são criados pelo Youtube, por exemplo, entre outras redes sociais. Poderemos perceber o que esta a ser feito e informar os cidadãos, os consumidores, das estratégias para os manipular", explicou à euronews.

Os algoritmos são uma forma de codificação que permite seguir os interesses dos utilizadores, seja quando procuram uma informação num motor de pesquisa, lêem um blogue ou fazem compras.

As empresas usam esses dados para lhe fazer chegar certa informação, nomeadamente publicidade. Mas outras entidades, com interesses políticos de todos os tipos, usam muitas destas estratégias para condicionar a opinião pública.

Detetores de mentiras

Como resposta, têm surgido entidades que se dedicam a detectar mentiras e outras formas de desinformação, como explica a perita em literacia informática Adeline Brion.

"A desinformação é algo diferente porque visa manipular as pessoas por causa de interesses comerciais ou políticos. Já o jornalista pode cometer erros mas é responsabilizado por eles e deve corrigi-los, explicando que tal se deveu por restrições de tempo, dinheiro e espaço, seja o que for", disse à euronews.

Grandes plataformas, como a Google (que també é dona do Youtube) e o Facebook (que tem ainda o Instagram) têm vindo a anunciar medidas para travar a desinformação e o discurso do ódio, reconhecendo a necessidade de trabalhar com os governos.

Este é o tema de abertura do programa "Breves de Bruxelas", que passa em revista a atualidade europeia diária.

Em destaque estão, também, as seguintes notícias:

  • O ex-líder do governo da Catalunha Carles Puigdemont vai poder candidatar-se às eleições europeias. O Supremo Tribunal de Justiça espanhol revogou a proibição imposta pela Junta Electoral Central, que alegou o facto de Puidgemont estar exilado na Bélgica.
  • O secretário-geral da NATO quer convencer a Turquia a abandonar o plano de comprar mísseis de defesa aérea russos. Numa visita de dois dias a Ancara, Jens Stoltenberg defendeu junto do governo de Erdogan os méritos de um sistema similar feito nos EUA.
  • A Alemanha pretende aplicar multas de 2500 euros aos pais e educadores que se recusem a vacinar os filhos contra o sarampo e essas crianças poderão ser excluídas das creches e estabelecimentos de ensino. Está a decorrer na Europa um intenso debate sobre o aumento de casos de sarampo e se a vacina deve ser obrigatória, como acontece em sete países.