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"Breves de Bruxelas": Presença de eurodeputadas vai aumentar

"Breves de Bruxelas": Presença de eurodeputadas vai aumentar
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REUTERS/Bernadett Szabo
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A representação feminina no próximo Parlamento Europeu vai aumentar dos atuais 36por cento para 39 por cento. Ainda está longe da paridade, apesar de alguns países, tais como Portugal, terem adotado esse princípio na lista de candidatos.

Com uma revista e atividades de mentorado, a "Mulheres Maravilhosas" é uma associação, em Bruxelas, que ajuda as mulheres a derrubarem as barreiras para entrar nos chamados "domínios masculinos tradicionais".

"A participação de mulheres na política levanta a mesma questão que nos altos cargos das grandes empresas: elas pensam que, se investirem muito na vida profissional ou política, vão negligenciar a família. Por outro lado, é positivo saber que 85 por cento das mulheres gostaria de se aventurar num trabalho que esteja mais em sintonia com suas aspirações", disse, à euronews, Florence Blaimont, diretora-geral da associação.

Défice na liderança

Ao nível da liderança de quatro instituições da União Europeia (Parlamento, Comissão, Conselho, Política Externa), existe, atualmente, apenas uma mulher. Também só há uma mulher entre os 11 negociadores do Parlamento e do Conselho para escolher esses líderes.

A paridade em todas as instituições comunitárias é uma das medidas propostas pelo Lóbi Europeu das Mulheres, no seu manifesto "Mulheres para a Europa, Europa para as Mulheres".

Numa conferência sobre os resultados das eleições, discutiram-se estratégias para promover os direitos das mulheres durante os próximos cinco anos.

"A existência de um Comissário com um portfólio dedicado à igualdade entre mulheres e homens significaria que esse Comissário tem o mesmo nível de influência política que todos os outros Comissários. Isto permitirá que essa pessoa, efetivamente, negocie com todos os colegas para garantir que o princípio da igualdade entre mulheres e homens será transversal em todas as políticas", explicou, à euronews, Ana Sofia Fernandes, vice-presidente do Lóbi Europeu das Mulheres.

Em 60 anos, nunca uma mulher presidiu à Comissão ou Conselho europeus e apenas um terço das pastas da Comissão está, atualmente, nas mãos de mulheres.

"É preciso ter mulheres na liderança e, no caso da Comissão, devem ser propostos candidatos masculinos e femininos para as várias pastas de comissários oriundos de cada Estado-membro", referiu, à euronews, Sirpa Pietikäinen, eurodeputada finlandesa do centro-direita que vai para o quarto mandato.

Combater os estereótipos

A cantora lírica Barbara Hendricks diz que lutar contra os estereótipos deve começar o mais cedo possível: "As meninas têm, geralmente, melhores notas que os meninos em ciências, mas há sempre alguém que diz "vocês não deveriam ser boas nisso". Penso que é preciso evitar que essa mensagem chegue às cabeças das meninas, porque elas podem fazer tudo o que quiserem".

Para ajudar a mudar a mentalidades, a escritora e formadora Cecile Maichak escreveu o livro "As mulheres revelam-se", com 12 perfis de mulheres de sucesso em "domínios masculinos tradicionais", tais como um militar e uma baterista, para ser lido em família.

"O feminismo deve permanecer como uma prioridade da agenda politica e desenvolver-se em parceria com os homens. A causa feminista pode beneficiar os homens; não apenas as mulheres", disse, à euronews, Cecile Maichak.

Apenas cinco dos 28 Estados-membros vão ter uma delegação com 50 por cento ou mais de mulheres no Parlamento Europeu: Suécia (55 por cento), Finlândia (54 por cento), França (50 por cento), Eslovénia (50 por cento), Luxemburgo (50 por cento).

Portugal fica-se pelos 42 por cento, tendo elegido nove mulheres em 21 eurodeputados.