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Nova Democracia à frente do Syriza para as eleições legislativas

Nova Democracia à frente do Syriza para as eleições legislativas
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A Grécia vai a votos para eleições legislativas no próximo domingo e o Nova Democracia, o maior partido da oposição, liderado por Kyriakos Mitsotakis, mantém uma clara vantagem sobre o governo do Syriza, segundo as últimas sondagens.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, iniciou a campanha, pedindo aos eleitores que dessem ao governo de esquerda a chance de agir "sem mãos atadas".

Na apresentação do programa de governo, depois de ter pedido a dissolução antecipada do parlamento para conseguir a clarificação política do país, Tsipras admitiu a "raiva e o cansaço" dos eleitores e confessou que essa realidade ditou a pesada derrota do partido nas últimas Europeias.

Por isso, o líder do Syriza prometeu colocar a criação de emprego e a redução de impostos como pilares centrais de um novo mandato.

Segundo os analistas, a derrota da esquerda foi aplicada em larga medida pela classe média, sobrecarregada nos últimos anos por uma elevada carga fiscal instituída pelo executivo de Tsipras.

"A sociedade grega sente que está a voltar ao normal. Os sentimentos mudaram, assim como a realidade social. Neste novo contexto, a raiva diminuiu. Portanto, a percentagem do Aurora Dourada está a cair de forma drástica. Nesta nova realidade, a Grécia deve restaurar o crescimento para reconstruir a classe média e isso explica o triunfo da Nova Democracia nas eleições europeias, bem como a esperada vitória nas eleições gerais", afirma o analista político Kostas Panagopoulos.

A separar o Nova Democracia de uma possível maioria absoluta, estão dois fatores-chave: a dimensão da participação eleitoral e o destino de três partidos que lutam pelos 3% necessários para chegar ao Parlamento.

"De acordo com as pesquisas mais recentes, o Nova Democracia tem uma vantagem de dois dígitos em comparação com o Syriza e está mais perto de evitar um impasse no parlamento. A participação dos eleitores tem aqui uma importância crucial porque vai afetar definitivamente o resultado das eleições", refere a analista política Maria Karaklioumi.

Além do impacto da abstenção sobre a diferença entre Nova Democracia e Syriza, outro elemento decisivo na capacidade da oposição para formar um governo será qual dos três partidos mais pequenos vai chegar ao hemiciclo: a esquerda do MeRA25 liderada pelo antigo ministro das Finanças, a extrema direita da Aurora Dourada e os nacionalistas da Solução Grega.

O partido que conseguir assento parlamentar pode ser essencial para a construção de equilíbrios e de uma hipotética solução de governo. Todavia, é impossível apontar certezas sobre o destino destes pequenos partidos, uma vez que os investigadores apontam para uma base eleitoral ainda instável e que pode mudar facilmente o seu sentido de voto.