A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Sindicato apresenta queixa por "lista negra" de jornalistas turcos

Sindicato apresenta queixa por "lista negra" de jornalistas turcos
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A União de Jornalistas Turcos (sindicato) anunciou que que vai apresentar uma queixa criminal contra a Fundação para Pesquisa Política, Económica e Social por causa de um relatório, divulgado sexta-feira passada, que cria uma espécie de "lista negra" de jornalistas turcos que trabalham com a imprensa internacional.

Essa fundação é um centro de estudos considerado próximo do governo e o relatório de 200 páginas avalia a cobertura jornalística sobre a Turquia feita por jornalistas do país que trabalham para serviços de imprensa internacional, incluindo a Euronews, a BBC, a Deutsche Welle e Voice of America.

O relatório, intitulado "Extensões da imprensa internacional na Turquia", alega que os jornalistas usam "linguagem antigoverno" e têm posicionamentos "tendenciosos" sobre temas como a detenção de alegados conspiradores, a situação económica e a repressão após o golpe de Estado falhado de 15 de julho de 2016.

"União Europeia está extremamente preocupada"

Questionada sobre o relatório, a porta-voz da Comissão Europeia, Maja Kocijancic ,expressou a preocupação do executivo europeu: "As liberdades de expressão e de imprensa são fundamentais para o funcionamento da democracia. A União Europeia está extremamente preocupada com a persistente erosão de ambas na Turquia, nos últimos anos".

A porta-voz acrescentou que o tema foi abordado num relatório anual sobre a Turquia, divulgado há seis semanas, no qual a Comissão Europeia critica o grande número de jornalistas presos.

A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras coloca a Turquia em 157 lugar entre os 180 países avaliados no seu Índice de Liberdade de Imprensa.

Por seu lado, o secretário-geral adjunto da Federação Internacional de Jornalistas, Jeremy Dear, disse que o relatório é "totalmente inaceitável". "É a continuação de uma política para silenciar a imprensa independente e acabar com o jornalismo independente", acrescentou.