A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Países do MED-7 unidos contra a Turquia

Os sete líderes europeus presentes na VI cimeira do MED7 em Malta
Os sete líderes europeus presentes na VI cimeira do MED7 em Malta -
Direitos de autor
REUTERS/Darrin Zammit Lupi
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Portugal contribuiu esta sexta-feira para a declaração unânime de apoio dos países do sul da União Europeia (MED-7) a Chipre contra as alegadas violações da Turquia na zona exclusiva marítima cipriota.

António Costa fez parte da mesa de líderes dos países do sul da Europa, reunidos em Malta, onde foi ratificada a agora conhecida como "Declaração de La Valletta."

Tal como o primeiro-ministro português, também o Presidente de França reiterou a total "solidariedade, apoio e respeito pela soberania de Chipre."

"A Turquia deve parar as atividades ilegais na zona económica exclusiva de Chipre e a União Europeia não mostrará fraquezas neste conflito", avisou Emmanuel Macron, no final da VI cimeira de líderes do MED-7, no qual se incluem ainda Espanha, Itália, Grécia.

Anfitrião desta cimeira, o primeiro-ministro de Malta destacou "o acordo" estabelecido pelo MED-7 para se "continuar a pressionar a nível europeu na questão migratória."

"O que não pode ser dissociado das reformas e das alterações necessárias ao acordo de Schengen e à liberdade de circulação", sublinhou Joseph Muscat.

O grupo defendeu ainda que "as questões relacionadas com África e com as políticas africanas não podem ser apenas relacionadas com a migração". "África precisa de ser encarada num contexto global", disse o chefe do governo maltês.

Nas declarações finais desta cimeira, foi ainda abordado o Conselho Europeu de 20 e 21 de junho.

O primeiro-ministro português António Costa destacou as três prioridades dos países do sul da UE para essa reunião de Bruxelas: "defender uma Europa mais verde, com melhor proteção social e mais segura."

Ao lado da cimeira do MED-7, mas presente certamente nos corredores, esteve a atual corrida aos lugares de liderança na União Europeia.

Merkel seria "mais valia" como líder europeia

O primeiro-ministro considerou, entretanto, que Angela Merkel seria uma "mais valia" para a presidência da Comissão ou do Conselho Europeu, mas frisou que a chanceler germânica se tem mostrado indisponível para ocupar esses cargos.

António Costa falava aos jornalistas após a primeira reunião da VI Cimeira de Países do Sul da União Europeia, em La Valletta.

Interrogado sobre o apoio dado à chanceler alemã por parte do Presidente francês e do primeiro-ministro italiano, o líder do executivo português afirmou que "ninguém tem dúvidas que seria uma mais valia para a União Europeia que uma personalidade política como Angela Merkel pudesse desempenhar as funções, quer de presidente do Conselho, quer da Comissão".

"Mas, há um dado prévio absolutamente fundamental, que é o da sua disponibilidade. Angela Merkel tem dito repetidamente, quer em público, quer em privado, que tem uma total indisponibilidade", declarou.

De acordo com António Costa, na questão das presidências do Conselho, Comissão, Parlamento Europeu e da escolha do Alta Representante para a Política Externa - tema em questão no Conselho Europeu dos próximos dias 20 e 21, em Bruxelas -, "é fundamental haver uma solução que integre as diferentes famílias políticas".

"Não é possível haver maiorias no Conselho e no Parlamento Europeu que não envolvam simultaneamente o Partido Popular Europeu (PPE), socialistas, liberais e, desejavelmente, ainda, os verdes. Portanto, a negociação tem de ser feita nessa base para que haja uma dupla maioria no Conselho e no Parlamento Europeu", frisou.