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Ativista russa entra em greve de fome

Ativista russa entra em greve de fome
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Um tribunal russo deu esta sexta-feira ordem de prisão até ao fim de setembro a 4 ativistas envolvidos nos protestos de 27 de julho em Moscovo. Uma dezena de pessoas está sob investigação por "violência contra as autoridades" e "participação em motim".

Para este sábado está marcada mais uma manifestação. O mote mantém-se: eleições livres e justas.

A Euronews entrevistou uma ativista que sente na pele a pressão das autoridades. Lyubov Sobol, advogada da Fundação Contra Corrupção e membro do Conselho russo de Coordenação da Oposição está em greve de fome, em protesto pela repressão russa.

Acredita que estes processos judiciais "são absolutamente fabricados e motivados politicamente". "Servem para intimidar as pessoas; para que não saiam à rua em defesa dos seus direitos".

Na opinião desta advogada, "a crise política é mais séria do que durante o protesto de 2011 contra os resultados das eleições parlamentares, porque na altura, eram presos ativistas comuns e agora foi dada ordem para abrir processos criminais contra os líderes da oposição".

"Estas eleições para a Câmara de Moscovo tornaram-se num ponto determinante para o desenvolvimento de uma crise política séria. Está patente no facto de Vladimir Putin e a administração presidencial não perceberem que o país e as pessoas mudaram; Que as pessoas querem ser representadas politicamente; Que é impossível preservar a maioria da Rússia Unida tanto no Parlamento nacional como na câmara da capital," afirma Lyubov Sobol.

As autoridades classificam as manifestações como "rebelião civil".

Durante os protestos de 27 de julho, há uma semana, foram detidas mais de 1400 pessoas. Dez estão identificadas como "organizadores".