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Países com muito sol podem tratar águas residuais com algas e é barato

Países com muito sol podem tratar águas residuais com algas e é barato
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Graças às algas é possível tratar as águas residuais da indústria alimentar e das bebidas de forma económica, sem prejudicar o meio ambiente.

No âmbito do projeto europeu Saltgae, investigadores de Itália e da Eslovénia estão a desenvolver um processo de tratamento das águas residuais industriais com base em microalgas que absorvem os nutrientes. De acordo com os cientistas do projeto europeu, trata-se de uma tecnologia sustentável do ponto de vista económico e ambiental.

"Desenvolvemos uma tecnologia de produção de microalgas completamente diferente dos métodos convencionais porque usamos água proveniente de indústria alimentar previamente selecionada em função das suas propriedades físico-químicas", explicou Silvio Mangini, gestor técnico da empresa italiana Archimede Ricerche, uma das parceiras do projeto de investigação que envolve vários países, incluindo Portugal.

Tecnologia ideal para países com muito sol

"Poderemos implementar uma forma de economia circular, quando o conhecimento tecnológico que desenvolvemos nesta instalação, for transferido, graças ao projeto Saltgae, para a indústria alimentar, e a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias em termos de terra disponível e da quantidade de luz solar. A partir daí, poderemos contemplar a construção de tanques de algas nas proximidades, por exemplo, das indústrias de laticínios", acrescentou Silvio Mangini.

"Os principais desafios deste processo são a otimização do processo, os aspetos de engenharia ligados a esta tecnologia e a adequação da tecnologia às condições climáticas. As algas marinhas preferem climas quentes e ensolarados, enquanto a maioria das indústrias europeias estão em áreas onde provavelmente não há calor. Por isso, desenvolvemos uma tecnologia de tratamento térmico, que permite colocar em prática a economia circular e principalmente a cogeração, a reutilização do calor", frisou Silvio Mangini, gestor técnico da empresa italiana.

Processo de cultivo de microalgas

O projeto europeu permite implementar uma economia circular, onde todos os produtos e sub-produtos são aproveitados, com desperdício zero. O tratamento de águas residuais é responsável por cerca de 1% do consumo total de energia na Europa

Duas instituições portuguesas participam neste projeto europeu, a Associação para a Inovação e Desenvolvimento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica.

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