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BCE anuncia medidas de estímulo para a economia da zona euro

BCE anuncia medidas de estímulo para a economia da zona euro
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Mario Draghi apresentou mais um pacote de medidas para tentar estimular a economia da zona euro que, de acordo com os analistas, corre o risco de entrar numa nova recessão.

Há 7 anos, em plena crise da dívida soberana na Zona Euro, o presidente do Banco Central Europeu prometeu fazer "o que fosse preciso" para preservar a moeda única.

Agora, acrescenta mais uma promessa - fazê-lo durante o tempo que for necessário.

O Banco Central Europeu reduziu a taxa de depósito dos bancos de -0,4% para - 0,5% e manteve a taxa diretora nos 0%.

A organização anunciou, também, um novo sistema de remuneração dos depósitos dos bancos parqueados no BCE de forma a incentivar a transmissão monetária.

O Banco Central Europeu regressa às compras de ativos a um ritmo de 20 mil milhões de euros já a partir do dia 1 de novembro.

Com estas medidas, a organização dirigida por Mario Draghi espera que as principais taxas de juro do BCE se mantenham nos níveis atuais ou mais baixos até que as perspetivas de inflação convirjam para um nível suficientemente próximo, mas abaixo dos 2%.

Em última análise, pretende-se apoiar o crescimento, que está agora destinado a abrandar para apenas 1,1% este ano e 1,2% em 2020. Valores inferiores aos previstos, em junho, pelo Banco Central.

"Estes riscos prendem-se principalmente com a presença prolongada de incertezas relacionadas com fatores geopolíticos, a ameaça crescente do protecionismo e vulnerabilidades nos mercados emergentes", referiu o governador.

As medidas do BCE foram, já, alvo de comentários do presidente dos Estados Unidos da América.

No Twitter, Donald Trump afirmou que e o Banco Central Europeu está a tentar, e a conseguir, depreciar o euro frente ao dólar MUITO forte, prejudicando as exportações dos Estados Unidos. O presidente acusou a Reserva Federal de ficar "sentada à espera".

Mario Draghi negou...

"Mantemos o consenso do G20. Ou seja, que nunca perseguiremos uma desvalorização competitiva. Por isso, esperamos que todos os membros do G20 subscrevam o mesmo consenso."

Christine Lagarde sucede a Mario Draghi no dia 1 de novembro, tornando-se na primeira mulher a assumir o cargo de Governadora do Banco Central Europeu.