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Líderes da UE felicitam António Costa

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António Costa, primeiro-ministro de Portugal foi um dos negociadores
António Costa, primeiro-ministro de Portugal foi um dos negociadores   -   Direitos de autor  REUTERS
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António Costa deverá ser felicitado, pessoalmente, pelos homólogos do Conselho Europeu, pela sua vitória nas eleições legislativas em Portugal, quando vier a Bruxelas, para a cimeira de 17 e 18 de outubro.

Para já, recebeu uma carta do Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que disse esperar que o futuro governo do primeiro-ministro "continue a desempenhar um papel construtivo nos temas mais relevantes, tais como: emergência climática, conflitos comerciais, orçamento plurianual, migração, conclusão da União Económica e Monetária, bem como o Brexit".

Compromisso com a União

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também não deixou de cumprimentar António Costa, salientando o facto de o país ter ultrapassado os momentos mais difíceis e dizendo que conta o chefe de Governo para novos desafios.

"Em nome da Comissão, o Presidente Juncker agradece ao primeiro-ministro português pelo apoio e solidariedade de Portugal aos seus parceiros, apesar de numerosos momentos difíceis. O presidente está confiante de que o primeiro-ministro Costa formará um governo que permitirá que Portugal enfrente quaisquer desafios, garantindo ao mesmo tempo que Portugal continua a ser um membro ativo e comprometido com a nossa União", afirmou a porta-voz, Mina Andreeva, durante a conferência de imprensa diária, em Brxuelas.

Com Portugal, apenas oito dos 28 Estados-membros da União Europeia são governados pelo centro-esquerda, incluindo a vizinha Espanha. O chefe de governo, Pedro Sanchez, deixou uma mensagem no Twitter: "A sociedade portuguesa escolhe novamente estabilidade, igualdade e justiça social. Com a vitória dos socialistas, eles comprometem-se com um projeto de esquerdas, progressista e modernizador".

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Mais fundos para Portugal?

Antónia Costa, em dupla com o seu ministro das Finanças, Mário Centeno - que conseguiu eleger para presidente do Eurogrupo -, provou que se podia reverter medidas de austeridade e reduzir o défice quase a zero, mesmo num governo apoiado pela esquerda radical.

É de esperar que use esse capital para as suas prioridades a nível comunitário: ter um novo instrumento orçamental para a zona euro que promova a competitividade e a convergência.

Portugal é o país em toda a União que mais depende de fundos europeus para investimento público, representando 85% da verba utilizada para modernizar o país.