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Tomada de posse da Comissão Europeia poderá ser adiada

Tomada de posse da Comissão Europeia poderá ser adiada
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Está prevista para 1 de novembro, mas a tomada de posse da próxima Comissão Europeia presidida por Ursula von der Leyen poderá ter de ser adiada.

Face à rejeição pelo Parlamento Europeu dos nomeados por França, Roménia e Hungria, terá de ser alargado o processo de audições.

A Hungria e Roménia já tinham indicado novos nomes, mas a queda do governo socialista em Bucareste poderá causar mais atrasos. O presidente francês, Emmanuel Macron, ficou chocado com a decisão sobre Sylvie Goulard, quinta-feira, mas vai ter de apresentar outro nomeado.

As audições são precedidas por uma apreciação sobre conflitos de interesses financeiros por parte da comissão parlamentar de Assuntos Jurídicos.

Face a esta complexidade, Alberto Alemanno, professor de Direito da União Europeia na HEC Paris, considera que "Ursula von der Leyen precisa que a sua equipa seja aprovada por uma maioria sólida do Parlamento. Mas, atualmente, não tem uma equipa nem uma maioria que apoie a sua agenda política".

PE afirma o seu poder

Alguns analistas vêm a decisão do Parlamento de vetar tantos candidatos como um exercicio de afirmação de poder dos eurodeputados.

A câmara ficou chocada com a decisão dos chefes de Estado e de Governo de não escolherem um dos candidatos principais das eleições europeias de maio.

"O processo de audições é uma amostra do que poderá acontecer nos próximos cinco anos. O Parlamento Europeu quer ser ouvido. Os chefes de Estado e de governo devem perceber que não podem impor pessoas ou uma determinada agenda política, mas que essas propostas terão de conseguir apoio da maioria do Parlamento Europeu", acrescentou Alberto Alemanno.

Cabe a Ursula Van der Leyen avaliar, com os três Estados-membros em causa, a escolha de pessoas que tenham grande probabilidade de passarem nas audições.

O voto em plenário, sobre o conjunto de comissários, está marcado para 24 de outubro.

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