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Sentsov recebeu, em mãos, Prémio Sakharov 2018

Sentsov recebeu, em mãos, Prémio Sakharov 2018
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REUTERS/VINCENT KESSLER
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Condenado a 20 anos de prisão, em 2015, Oleg Sentsov foi libertado em setembro passado, numa troca de presos políticos entre a Rússia e a Ucrânia.

O cineasta ucraniano de 43 anos, natural da Crimeia, pôde receber em mãos próprias, esta terça-feira, o Prémio Sakharov para a Liberdade Pensamento, que lhe tinha sido atribuído em 2018, pelo Parlamento Europeu.

"Senhor Sentsov, gostaria de prestar homenagem à sua coragem, determinação e honorabilidade. É um privilégio para mim poder entregar-lhe este prémio em nome do Parlamento Europeu", disse David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu.

Oleg Sentsov foi acusado de planear ataques terroristas em infra-estruturas e monumentos na Crimeira, uma península ucraniana que foi anexada pela Rússia em 2014.

Sentsov alega ter sido alvo de tortura e esteve em greve de fome 145 dias. O ativista teme pela vida de outros presos políticos.

"Enquanto conversamos aqui em Estrasburgo, de forma cordial e em segurança, há companheiros que ainda estão detidos na Rússia. Estarão a ser vítimas de um tratamento que lhe causa grande sofrimento, mas sobre o qual nada sabemos. Há mais de cem pessoas nas prisões russas e mais de duzentas nas prisões do Donbass sob controlo dos separatistas", afirmou, em entrevista a Darren McCaffrey, editor de Política da euronews.

O cineasta realçou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a sentir uma pressão interna muito forte, que pode ser crucial.

"Gradualmente, a população russa está a ficar cansada destas alegadas vitórias políticas, promovidas pela propaganda. Ao longo dos últimos cinco anos, as suas vidas foram piorando, mas na TV ouve-se dizer que se vive melhor. Como é lógico, as pessoas vão deixando de acreditar nisso. Nos cinco anos que estives na Rússia, só falavam à população sobre a Ucrânia", explicou Sentsov.

O artista e ativista disse que a Ucrânia alimenta grandes esperanças de ter uma cooperação cada vez mais forte com a União Europeia porque de tal depende "a sobrevivência como Nação".

Uma proximidade que levou à revolução Maidan e ao conflito que já fez mais de 13 mil mortos. Desde 2017 existe um acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia.

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