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Pacto Ecológico Europeu em destaque na cimeira da UE

Pacto Ecológico Europeu em destaque na cimeira da UE
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Numa área de em Bruxelas habitualmente alvo de um grande dispositivo de segurança em dias de cimeira da União Europeia, cerca de 30 ativistas do Greenpeace conseguiram escalar o Edifício Europa, sede do conselho europeu.

A organização ambientalista quis chamar a atenção para a emergência climática poucas horas antes do início da reunião, esta quinta-feira, dos líderes da União, na qual o Pacto Ecológico Europeu será um dos temas na agenda.

Ativistas de outras organizações não governamentais também se manifestaram, nomeadamente para exigir a preservação dos ecossistemas dos oceanos.

"Estamos satisfeitos que o Pacto Ecológico Europeu tenha assumido compromissos ambiciosos, mas precisamos de garantir que os oceanos estarão no centro do Pacto porque os oceanos são a base de toda a vida no planeta", disse Rebecca Hubbard, ativista da organização "O Nosso Peixe".

O novo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, está determinado a chegar a conclusões numa cimeira complexa face à divisão dos Estados-membros em várias matérias.

"A neutralidade carbónica é um objetivo muito importante e um sinal do que queremos para o futuro da Europa. Tal implicará um considerável investimento em investigação e inovação, em projectos decisivos para o futuro da Europa", referiu Charles Michel.

Países de Leste podem dificultar consenso

A Hungria, a Polónia e República Checa estão de acordo com ambição nesta matéria, mas consideram que tem de haver claros compromissos com o financiamento através dos fundos europeus e que a energia nuclear não deve ser abandonada.

"Se queremos alcançar a neutralidade nas emissões de CO2 temos de comprender que cada Estado- membro tem um mix específico de fontes energéticas e que atingir essa neutralidade terá custos diferentes. No caso da República Checa, será de 30 a 40 mil milhões de euros", explicou Andrej Babiš, primeiro-ministro da República Checa.

Mas como na agenda está, também, a difícil discussão do orçamento plurianual da Uniao Europeia para 2021-2027, um grupo de agricultores da região do Báltico veio manifestar-se contra cortes nos fundos comunitarios nesse setor.

O governo de Portugal tem sido um dos mais críticos de redução dessas e das verbas da coesão destinadas a desenvolver as regiões mais pobres da União.

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