Debate na Europa sobre utilização de fogos-de-artifício

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Perigosos e poluentes. A Europa começa a debater a utilização de fogos-de-artifício. A Suécia já legislou; a maioria dos alemães defende a proibição.

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Momento incontornável de qualquer passagem de ano, os fogos-de artifício é perigosos e pouco amigo do ambiente. O debate sobre a sua utilização está a surgir na Europa.

Na Suécia, uma nova lei, em vigor desde junho, estipula que o lançamento de foguetes passa a estar sujeito a autorização especial. A pessoa encarregada de lançar os foguetes terá que passar por uma formação e adquirir uma licença junto das autarquias.

Na Polónia, não há legislação, é cada um por si; as autoridades limitam-se a chamar a atenção para os riscos do seu manuseamento.

Na Alemanha, a maioria da população há muito que se manifesta contra a utilização dos foguetes e, mesmo sem legislação que proíba, muitos retalhistas já desistiram da venda em prole da proteção do ambiente. Uma sondagem do Instituto YouGov revela que 57% dos alemães defendem a proibição dos fogos-de-artifício na noite de Ano Novo.

Um de Colónia lembra que até um pequeno foguete está carregado de pólvora e que pode causar ferimentos graves.

Em Itália, o fogo-de-artifício é um negócio legal e clandestino muito lucrativo. Os acidentes são frequentes. Já neste mês de dezembro, a polícia de Nápoles apreendeu uma importante carga de material pirotécnico. O ortopedista Leopoldo Caruso, mostra fotos dos efeitos das explosões e lembra sobretudo que "nunca se deve tentar reacender um foguete que não explodiu. Deve colocar-se em água para se desativar".

Para evitar cenários como este, a Madeira define áreas especificas de lançamento do fogo-de-artifício, ao todo serão 38 no réveillon deste ano.

Noutras paragens como na Madeira, o fogo-de-artifício continua a ser o grande cartaz turístico do ano e, para evitar cenários de proliferação selvagem de foguetes pela ilha, o governo define áreas específicas e controladas de lançamento do fogo-de-artifício. Ao todo serão 38 locais no réveillon deste ano, no Funchal e Porto Santo, mais três do que em 2018.

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