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UE abre a porta ao regresso do Irão ao acordo nuclear

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UE abre a porta ao regresso do Irão ao acordo nuclear
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Acordo ou não? Interrompidas as vias diplomáticas, tudo sugere que o acordo nuclear com o Irão está à beira do fim.

No entanto, os países-garante do acordo, a França, a Alemanha e o Reino Unido, iniciaram o mecanismo de mediação numa derradeira tentativa para salvar o acordo.

O que foi descrito em 2015 como um dos maiores sucessos diplomáticos da nossa era, tornou-se hoje um enorme problema.

Será que existe uma saída diplomática?

"A única coisa que os europeus querem dos iranianos é o regresso ao acordo nuclear. O que os iranianos dizem aos europeus é porque é que vocês não estão a cumprir o acordo através da ajuda económica que prometeram? Se fizerem isso, que significa divergir até certo ponto dos americanos, então estamos dispostos a recuar no que já fizémos desde maio de 2019", afirma Joost Hiltermann, analista do International Crisis Group.

Até ao momento, os europeus mostraram relutância em desafiar o imprevisível presidente norte-americano Donald Trump a respeito do Irão. Não há indícios de que tal venha a acontecer.

Uma parceria com Moscovo ou Pequim também está fora de questão.

"Teria dificuldade em acreditar que os europeus fizessem um acordo com o Irão em conjunto com a Rússia e a China e em oposição aos Estados Unidos, correndo o risco de uma enorme fratura na Aliança Transatlântica. Para os europeus, trata-se de uma escolha entre o Irão e os Estados Unidos. Os europeus vão sempre escolher os Estados Unidos, mesmo com Trump na Casa Branca. Trata-se de algo antigo, esta relação permitiu a paz no continente durante 70 anos; isso não vai comprometer um acordo nuclear muito importante que irá terminar com a proliferação no Médio Oriente", acrescenta Hiltermann.

Para os iranianos, a bola está do lado dos europeus.

Teerão encontra-se sob pressão a nível doméstico e assumiu uma postura defensiva.

O que falta saber é se a liderança iraniana vai escolher a reconciliação ou o confronto.