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Festival de Cinema sobre Direitos Humanos passa a online

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Festival de Cinema sobre Direitos Humanos passa a online
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O Festival de Cinema e Fórum Internacional dos Direitos Humanos (FIFDH) de Genebra é um dos mais importantes eventos dedicados à sétima arte e aos direitos do Homem, no mundo.

Por causa do coronavírus, a edição de 2020 foi interdita ao público, mas uma parte do programa e está acessível através da internet.

"Cancelámos o festival, mas não temos de cancelar aquilo que é a nossa missão,que é mostrar filmes e, através dos filmes, falar de questões de direitos humanos que se põem por todo o mundo, dar voz aos ativistas, aos artistas, aos especilistas, denunciar situações graves, propor e dar a conhecer soluções e respostas possíveis", explica Bruno Giussani, presidente do conselho da fundação do FIFDH.

Com a programação adaptada, muitos dos convidados mantiveram a presença no festival, limitando a sua participação a debates, entrevistas e conferêncis de imprensa emitidos online.

O universo das prisões privatizadas

Entre os filmes exibidos esteve "Prison for Profit" (que, numa tradução livre teria como título português "Prisão para Dar Lucro", inspirado no trabalho de investigação de Ruth Hopkins sobre a privatização das prisões na África do Sul e no resto do mundo.

Femke Van Velzen e Ilse Van Velzen são as duas realizadoras do documentário. Ao longo das filmagens, ouviram "histórias de tortura, de prisioneiros injetados com antipsicóticos contra sua vontade, histórias que estão a acontecer em prisões privadas, geridas por multinacionais como a G4S", revela Femke.

Ilse afirma que "a empresa G4S, que está a gerir esta prisão, tem ligações em todo o mundo, mas nunca está associada a nada"

Para as realizadoras, o documentário mostra como presos e guardas são vítimas de uma prisão mercantilizada por um sistema que as torna num negócio sem missão de serviço público, nem respeito por direitos humanos.

A crise na Síria

Um dos temas principais, este ano, é a lei humanitária internacional, em particular na Síria.

O filme "The Cave" não pôde ser exibido, mas o debate online permitiu à protagonista, a médica Amani Ballour, falar da situação atual do país.

"Para mim este documentário é a minha realidade, a minha vida. Queremos contar a verdade sobre o que se passa na Síria através deste filme, é o nosso testemunho sobre os crimes contra a humanidade, queremos mostrar às pessoas as dificuldades do povo sírio, das mulheres e crianças sírias, como vivem nestas más circunstâncias".