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Filas nos controlos de fronteiras da UE ainda preocupam

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Filas nos controlos de fronteiras da UE ainda preocupam
Direitos de autor  Rosta Tibor/MTVA
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Os controlos fronteiriços entre vários países da União Europeia foram repostos para travar a pandemia de Covid-19, nomeadamente entre Portugal e Espanha.

Os ministros dos Transportes chegaram, entretanto, a acordo sobre criar vias verdes para os camiões que transportam bens de primeira necessidade, mas alguns operadores do setor dizem que as medidas são insuficientes.

"Se analisarmos alguns pontos críticos entre a Hungria e a Roménia, há filas de nove qilómetros, e o mesmo se passa entre a Hungria e a Áustria. Para passar da Alemanha para a Suíça é preciso esperar quatro horas. Tudo isto tem impacto na economia e afeta, sobretudo, nos produtos perecíveis", alertou Umberto de Pretto, secretário-geral da Organização Mundial de Transportes Rodoviários, em entrevista à euronews.

A Comissão Europeia aconselhou que os controlos nas fronteiras durassem, no máximo, 15 minutos, mas admite que o sistema ainda não está perfeito.

'Têm surgido alguns problemas, mas vão sendo resolvidos, porque temos uma rede de pontos de contato ao nível europeu. Portanto, se uma situação surgir num lugar ou noutro, podemos fazer contactos bilaterais para tentar perceber o que se passa e resolvê-lo", afirmou Adina Valean, comissária europeia dos Transportes, em entrevista à euronews.

Algumas empresas de transporte dizem que há uma melhoria em comparação com o início da crise da Covid-19, mas que o tempo de espera ainda é muito superior a um quarto de hora.

'Os nossos motoristas chegaram a estar 10 ou 12 horas à espera nas fronteiras , no início de março, mas, atualmente, podemos dizer que os tempos de espera foram reduzidos para duas a três horas, graças a mais eficientes regulamentos nos países", referiu Viktor Varga, gerente da empresa de camionagem K-V.

As cadeias de abastecimento terrestres, particularmente as rodoviárias, que representam 75% do transporte de mercadorias, foram "particularmente afetadas" pela reintrodução de controlos nas fronteiras internas, tem alertado o executivo da União Europeia.