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Dia da Terra ensombrado pela pandemia

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Dia da Terra ensombrado pela pandemia
Direitos de autor  Jessica Gow/Jessica Gow
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Desde 1970 que a cada 22 de abril se celebra o dia da Terra. Cinquenta anos depois não se pode dizer que o meio ambiente esteja em melhor forma e apesar da pandemia de covid-19 ter relegado a crise climática para segundo plano, a necessidade de ação continua a ser urgente.

Greta Thunberg é o rosto da defesa do planeta e apesar de reconhecer que a prioridade é outra, sublinha que a crise climática também tem impacto nas nossas vidas e também é uma ameaça imediata, mesmo que não seja tão imediata como o coronavírus. A ativista sueca acrescenta que o impacto da crise climática será sentido em todo o planeta e já começou.

O planeta até pode ter parado para podermos combater a pandemia mas continua a fazer-se sentir o resultado de vários anos de maus tratos. Para o Secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou o momento de aprendermos com os nossos erros:

"Neste dia da Terra todas as atenções estão voltadas para a pandemia de covid-19, o maior teste que o mundo já enfrentou desde a segunda guerra mundial. Precisamos de ações decisivas para proteger o planeta quer do coronavírus, quer da ameaça das alterações climáticas. A crise atual é uma chamada de atenção sem precedentes. Precisamos de transformar a recuperação numa oportunidade real para fazermos as coisas bem no futuro."

A necessidade é reforçada pelo relatório publicado pelo programa Copernicus, que revela que 2019 foi o ano mais quente de que existem registos e que onze dos 12 anos mais quentes ocorreram nas duas últimas décadas.

As medidas de confinamento por esse mundo fora até têm contribuído para uma ligeira melhoria do meio ambiente mas não são suficientes. Sobretudo se forem repetidos mesmos erros do passado para salvar a economia provocando a destruição do planeta.