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Cientistas questionam método de produção de vacinas para a Covid-19

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A farmacêutica anglo-sueca garante que os indicadores dos ensaios clínicos são muito encorajadores
A farmacêutica anglo-sueca garante que os indicadores dos ensaios clínicos são muito encorajadores   -   Direitos de autor  AFP
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A procura de uma vacina para a Covid-19 mobiliza uma parte importante da comunidade científica internacional. Investigadores que se mostram surpreendidos com as declarações da farmacêuticaAstraZeneca que tem pretensões de fabricar centenas de milhões de doses ainda este ano.

O diretor executivo do laboratório anglo-sueco explica que "começaram a produção em paralelo com os ensaios clínicos". Admite que é "um risco financeiro", mas garante que esta é a única forma de "ter vacinas prontas em outubro, se os resultados forem positivos". Pascal Soriot espera produzir milhões de unidades ainda este ano e no príncipio do proximo ano.

A Holanda anunciou este fim de semana que se juntou à Alemanha, França e Itália e fez já um contrato de compra até 400 milhões de doses à AstraZeneca. Alguns cientistas estranham esta decisão e mostram-se cépticos com as promessas da farmacêutica. Yves Gaudin, diretor do Centro francês de Investigação Científica, sublinha que não existe qualquer informação pública ou publicada sobre esta vacina ou "uma explicação sobre a forma de a por no mercado tão rapidamente". Gaudin lembra que tudo cairá por terra "se a vacina não proteger e não cumprir critérios de segurança".

O contrato assinado entre os quatro países e a farmacêutica pode vir a ser alargado a outros Estados-membros da União Europeia. Na mais recente conferência de doadores em Bruxelas, os líderes europeus angariaram milhões para a investigação de uma vacina.

Foi garantido que, quando existir, a vacina será para todos, mas não foi fechada a porta acordos bilaterais entre estados e farmacêuticas.