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Para além da Covid-19 surge um surto de vírus do Nilo em Espanha

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Para além da Covid-19 surge um surto de vírus do Nilo em Espanha
Direitos de autor  AP Photo/Rick Bowmer, File
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À pandemia de COVID-19 em território espanhol junta-se um surto do vírus do Nilo. A zona da Andaluzia foi atingida pelo vírus que já causou a morte de duas pessoas e infetou outras quarenta. Jordi Figuerola Borrás investigador estação biológica de Doñana, em Huelva, um centro dedicado ao estudo da ecologia terrestre, explica o fenómeno.

Para que a transmissão aconteça, o mosquito precisa de se alimentar de uma ave infectada. O mosquito fica infectado com o vírus e pode transmiti-lo a outra ave. Esse mosquito infectado pode, eventualmente, picar um humano ou um cavalo. Na maior parte dos casos não acontece nada. Mas existe uma baixa percentagem em que se pode desenvolver uma doença grave, como os casos existentes na zona de Coria e Puebla del Río.
Jordi Figuerola Borrás
Investigador Estação Biológica de Doñana

A pergunta que se impõe é: porque é que esta situação está a acontecer agora?

Tivemos um um Maio muito chuvoso, choveu dois ou mais dias por semana. Isso facilita o acumulação de água em qualquer recipiente, nos buracos, em qualquer lugar onde haja um buraco... que é onde os mosquitos se reproduzem. Por outro lado, devido ao confinamento, as atividades que realizamos para evitar que os mosquitos se reproduzam no nosso ambiente saíram afetadas. Há menos pessoas no campo e menos pessoas nas cidades.
Jordi Figuerola Borrás
Investigador Estação Biológica de Doñana

O melhor conselho é evitar as picadas dos mosquitos.

O importante é evitar que os mosquitos se reproduzam em nossa casa. As espécies que transmitem o vírus não percorrem grandes distâncias. O mosquito que nos pica em nossa casa provavelmente nasceu na nossa própria casa ou à volta. É muito importante evitar que a água estagnada se acumule nas nossas casas, onde os mosquitos se podem reproduzir.
Jordi Figuerola Borrás
Investigador Estação Biológica de Doñana

Segundo o especialista, o vírus não se transmite de pessoa para pessoa e, com as mudanças de temperatura, a ameaça deve desaparecer até outubro.