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NATO pede à Rússia que colabore no caso Navalny

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NATO pede à Rússia que colabore no caso Navalny
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As evidências sobre o alegado envenenamento do opositor russo Alexei Navalny foram debatidas pelos embaixadores dos estados-membros da NATO, numa reunião extraordinária, sexta-feira, em Bruxelas.

O governo alemão anunciou, no início da semana, que testes tinham revelado o uso do agente neurotóxico Novichok, de origem soviética.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reiterou o apelo para que se faça uma investigação internacional, com a participação russa: "Há provas indubitáveis de que Alexei Navalny foi envenenado com um químico que atinge o sistema nervoso, de origem militar, denominado Novichok".

"Os aliados da NATO chegaram a acordo de que a Rússia deve responder a questões muito sérias. O governo russo deve cooperar plenamente com a Organização para a Proibição de Armas Químicas numa investigação internacional imparcial", acrescentou Stoltengerg, em conferência de imprensa.

Um eurodeputado alemão dos verdes, Sergey Lagodinsky, receia que haja poucas probabilidades de se fazer um investigação independente e transparente: “A situação que existe na Rússia em termos do seu governo não nos permite ter uma investigação neutra, transparente e independente deste caso porque tal nunca foi possível no passado! Este não é o primeiro caso, mas espero que seja o último".

Rússia pede as provas à Alemanha

O regime de Moscovo nega qualquer responsabilidade no estado de saúde de Alexei Navalny, apesar deste ter sido envenenado quando estava em território nacional.

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros das Rússia, refutou as acusações e pediu provas: "Perguntamos aos nossos colegas da União Europeia, nomeadamente aos da Alemanha, se a chanceler Merkel, que há dois dias nos acusa do alegado envenenamento, sem apresentar provas, planeia pedir aos seus funcionários que preparem uma documento do Ministério da Justiça da Alemanha para o Ministério Público da Rússia", disse, em conferência de imprensa.

A UE está a ponderar como vai reagir contra a Rússia e admite aprovar mais sanções, que são apoiadas pelo eurodeputado Sergey Lagodinsky: “Penso que é importante que haja sanções específicas porque já existe uma prática estabelecida nesse sentido. Não se trata de punir a população em geral, os cidadãos da Rússia, com quais nos sentimos solidários e amigos, mas sim punir membros da classe dominante, os oligarcas", explicou, em entrevista à euronews.