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Mike Pompeo faz aumentar a Pressão sobre Moscovo

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Mike Pompeo
Mike Pompeo   -   Direitos de autor  Nicholas Kamm/AFP or Licensors
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O envenenamento de Alexeï Navalny foi, provavelmente, orquestrado por "altos funcionários" do governo russo, quem o diz é o chefe da Diplomacia dos EUA.

Mike Pompeo aumenta a pressão internacional sobre Moscovo ao garantir que Washington e os seus aliados europeus querem que a Rússia "puna os responsáveis" acrescentando que o seu país fará o possível para identificar os culpados.

A Rússia já apelidou de "acusações infundadas" as palavras de Pompeo. Moscovo tinha já dito que os seus médicos não encontraram vestígios de qualquer veneno no corpo do líder da oposição russa e questionava a versão alemã dos factos que vê como uma "campanha de desinformação" para impor novas sanções.

O Embaixador da Alemanha foi chamado pelas autoridades russas que pediram acesso ao dossier médico completo de Navalny o que foi recusado. Sergey Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, mostrava insatisfação pela "natureza das reações" aos pedidos que considera "lógicos, legais e legítimos" e que fazem parte dos "tratados intergovernamentais". Dizia também não estarem "satisfeitos com o tom, absolutamente, inaceitável com que a posição alemã está a ser comunicada à comunidade mundial".

Para o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos o que é inaceitável é ocorrerem situações como esta, como explicava o seu porta-voz Rupert Colville:

"O número de casos de envenenamento, ou outras formas de assassinato seletivo, de atuais ou ex-cidadãos russos nas últimas duas décadas - seja dentro da própria Rússia ou em solo estrangeiro - é profundamente preocupante. O Alto-comissário também diz que "a falha, em muitos casos, de responsabilizar os culpados e em fazer justiça, trazer a verdade para as vítimas ou para as suas famílias é, profundamente, lamentável e difícil de explicar ou justificar (...)" O Alto-comissário frisa que agentes como Novichok e o Polonium-210 são substâncias sofisticadas, extremamente, difíceis de obter".

Alexei Navalny saiu do coma induzido, em que esteve durante quase três semanas, mas apesar de estar a reagir bem os médicos continuam a não pôr de parte a existência de sequelas.