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Residentes do sul de Madrid protestam contra restrições

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Residentes do sul de Madrid protestam contra restrições
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De Joao Duarte Ferreira
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França e Reino Unido introduzem mais medidas anti Covid-19

O sul de Madrid revoltou-se contra as restrições impostas pelo governo local a fim de controlar a transmissão do vírus.

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Muitas das áreas sujeitas a novas restrições na capital espanhola encontram-se entre as mais pobres da região.

Centenas de pessoas protestaram no exterior de centros de saúde exigindo mais recursos para os profissionais que não conseguem testar e acompanhar todos aqueles suspeitos de terem contraído o vírus.

As novas medidas são complicadas de seguir dizem muitos residentes. Os cidadãos têm dificuldade em cumprir todas as regras. Algumas empresas encontram-se numa situação desesperada.

É o caso de Maria Fernandez, proprietária do restaurante "Mesón de Mary" que diz que "o negócio está terrível, particularmente porque nos encontramos entre duas áreas restritas, San Blas e Isabel II, separadas por uma linha de elétrico, que as pessoas não podem atravessar".

Entretanto, o Reino Unido anunciou um número recorde de casos de Covid-19 num único dia.

O país introduziu na quinta-feira novas restrições e o governo está a promover a nova aplicação associada ao Serviço Nacional de Saúde.

"Começo a pensar que é uma boa ideia, sim, acho que temos que cumprir isto a partir de agora de forma a impedir que isto se prolongue durante meses e meses", admite o arquiteto Peter Baines.

Já em França, a cidade de Marselha no sul foi colocada na lista de zonas de risco elevado devido ao aumento de novos casos.

Muitas pessoas, incluindo as autoridades locais, não estão satisfeitas e afirmam que estão a ser maltratadas, algo negado pelo primeiro-ministro.

"Estamos a adaptar as regras ao território. Não há razão para aplicar as mesmas regras em todas as regiões com indicadores epidemiológicos positivos como é o caso de Marselha ou Paris", defende Jean Castex, o primeiro-ministro francês.

Outras cidades como Paris e Lyon também se encontram sob vigilância estrita depois do maior aumento diário registado desde a introdução de testes em massa.

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