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Crise de Covid-19 em estância austríaca foi mal gerida

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Crise de Covid-19 em estância austríaca foi mal gerida
Direitos de autor  JAKOB GRUBER/AFP
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A investigação sobre como foi gerida a crise de Covid-19 na estância de esqui austríaca de Ischgl, no Tirol, revelou omissões e uma tentativa de relativizar a gravidade da situação.

A cinco de março as autoridades islandesas davam conta, aos seus homólogos austríacos, de que 14 pessoas, tinham regressado infetadas a casa. Como duas delas aventavam a possibilidade de infeção no voo de regresso as autoridades locais assumiram-no como a verdade. Mas de acordo com o relatório, e do ponto de vista epidemiológico, as operações deveriam ter sido interrompidas.

A ação do chanceler austríaco, Sebastian Kurz, também é criticada. A forma como foi feito o anúncio sobre a quarentena desencadeou o pânico entre os turistas.

“Embora não tenha sido mencionado no anúncio, feito pelo Chanceler, os turistas estrangeiros, obviamente, que também se sentiram preocupados com o anúncio da quarentena. (...) Como foi relatado muitos turistas quase correram para os seus carros, ainda com botas de esqui. Os esquis alugados foram, simplesmente, largados nas entradas das lojas, os quartos de hotel foram abandonados à pressa, as pessoas deixaram objetos para trás”, explicou Ronald Rohrer o responsável pelo grupo de investigação.

A sete de março um funcionário de um bar da estância apresentava sinais de infeção mas as autoridades locais voltam relativizar a questão dizendo que é pouco provável haver turistas infetados. Mas, de acordo com a investigação o que, provavelmente, aconteceu foi que 6000 turistas, de 45 países, terão sido infetados e propagado, inconscientemente, o vírus nos seus países de origem.