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Conselho Europeu resolve orçamento e clima, mas Turquia ainda divide

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De  Isabel Marques da Silva  & Sergio Cantone
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Conselho Europeu resolve orçamento e clima, mas Turquia ainda divide
Direitos de autor  JOHANNA GERON/AFP
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Ao desbloquear o orçamento para os próximos sete anos, uma das cimeiras mais desafiadoras da União Europeia poderá marcar um ponto de viragem face à pior crise socio-económica desde a Segunda Guerra Mundial.

Mas na agenda da reunião, quinta e sexta-feira, estiveram, também, outros temas complexos tais como as relações externas. Os líderes pediram aos serviços diplomáticos para sugerirem novas sanções contra a Turquia.

"Esta é uma questão bastante relevante para preservar os nossos interesses geopolíticos, tanto no médio como no longo prazo. No que se refere ao curto prazo, foram dadas orientações com base no que já tinha sido decidido na cimeira de outubro passado", disse Charles Michel, presidente do Conselho Europeu.

"O princípio decidido em outubro não deu resultado. Decidimos avançar come sanções que serão aplicadas nas próximas semanas", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron.

França e Chipre têm pressionado por medidas mais duras, tais como sanções económicas, por causa das provocatórias explorações de recursos em águas disputadas no mar Mediterrâneo oriental, mas outros países temem que tal possa desestabilizar a região.

Meios para enfrentar as crises económica e climática

A cimeira foi, sobretudo, marcada pela habilidade da chanceler alemã, Angela Merkel, em trazer a Polónia e a Hungria de volta para o acordo orçamental obtido em julho passado.

Um "bolo" de 1,8 biliões de euros, dos quais 750 mil milhões de euros para o novo fundo de recuperação.

"O acordo ajudará a fornecer uma forte resposta económica à crise, preservando o Estado de direito. Agora que garantimos o financiamento, temos os meios para agir e por isso estou muito satisfeita por poder dizer que, com a presidência alemã da União Europeia, fomos capazes de obter também um acordo sobre as novas metas climática da União Europeia", afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

Apesar das reticências dos países do leste dependentes do carvão, a nova meta é que as emissões poluentes devem ser 55% mais baixas em 2030 do que eram em 1990. Um consenso decisivo para poder cumprir o Acordo de Paris sobre alterações Climáticas.