O avançado do Real Madrid explica pela primeira vez porque ele, Vinícius e Konaté taparam parte da mensagem de apoio a Ceuta numa camisola.
Kylian Mbappé explicou pela primeira vez porque é que ele, tal como os jogadores Vinícius Júnior e Ibrahima Konaté, só vestiram parcialmente uma camisola de apoio a Ceuta antes do jogo do Real Madrid com o Elche. O avançado francês garantiu que o seu gesto não pretendia mostrar rejeição em relação aos ceutenses e expressou a sua solidariedade tanto com a população da cidade como com os imigrantes que perderam a vida.
“Quero explicá-lo bem para que as pessoas compreendam”, começou Mbappé, em declarações ao diário “AS”. O francês explicou que a iniciativa de usar a camisola partiu dos clubes e que os jogadores deviam vesti-la. “A primeira coisa que quero dizer é que tenho toda a solidariedade com Ceuta e com todas as vítimas. Porque, antes de ser jogador, sou humano”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Mbappé explicou que quis aproveitar a iniciativa para recordar os imigrantes que morreram e aqueles que vivem situações difíceis. “Também eu queria ter um gesto e um pensamento por todos os imigrantes que perderam a vida e que também se encontram em condições muito duras”, assinalou.
O avançado reconheceu que se tratava de uma posição “difícil” e negou que a sua decisão significasse estar contra a população de Ceuta. “Não tenho nada contra eles e apoio-os a 100%, com o meu pensamento neles. Mas queria ter também um pensamento por todas as pessoas que sofrem”, explicou.
A polémica começou antes do jogo de terça-feira, quando os três jogadores vestiram apenas parcialmente a camisola, ocultando a mensagem “Todos somos caballas”, numa referência à alcunha dos habitantes de Ceuta. O lema completava-se com “A nossa cidade, a nossa pátria”.
A iniciativa tinha sido proposta pelo Elche, enquanto equipa da casa, e aceite pelo Real Madrid. O presidente da LaLiga, Javier Tebas, viria depois a criticar os três futebolistas por não usarem a camisola de forma correta.
Mbappé defendeu que a sua intenção era passar uma mensagem de solidariedade mais ampla. “Sou um rapaz que quer o melhor para o mundo em que vivemos. Pretendo transmitir uma mensagem de positividade e de paz e espero que isto se resolva rapidamente”, concluiu.