As ações da Mercedes-Benz recuam após o construtor alemão reportar uma queda de 6% nas vendas globais, penalizado pela fraqueza na China, apesar de ligeira subida na Europa e na América do Norte.
As ações da Mercedes-Benz recuaram 4% por volta das 13h00 (CEST) de quarta-feira, antes de recuperarem parte das perdas, depois de a empresa ter anunciado vendas de 491 700 carros e carrinhas no terceiro trimestre de 2026, menos 6% do que um ano antes.
O crescimento na Europa e na América do Norte, bem como vendas recorde de veículos elétricos a bateria (BEV), não foi suficiente para compensar a fraqueza na China.
“A Mercedes-Benz Cars registou as maiores vendas trimestrais de veículos elétricos a bateria (BEV) da história da empresa, impulsionadas pelo GLC elétrico, cujas vendas mais do que triplicaram face ao segundo trimestre”, afirmou Mathias Geisen, membro do conselho de administração da Mercedes-Benz responsável pelas vendas e pela experiência do cliente.
À escala global, as vendas só no segmento de automóveis recuaram 8% em termos homólogos, para 407 200 veículos.
Na Ásia, a Mercedes vendeu menos 25% de carros do que um ano antes, num total de 132 300 veículos. A queda foi agravada por um recuo de 31% no mercado chinês, onde a forte concorrência e condições de mercado difíceis comprimiram as vendas da marca, segundo o construtor. Os modelos com melhor desempenho na China incluíram o GLC e a Classe E, que, em conjunto, representaram quase dois terços das vendas da Mercedes-Benz Cars no país.
A China respondeu por quase um quarto das vendas globais de automóveis da Mercedes-Benz no segundo trimestre, sublinhando a importância do mercado para o fabricante alemão.
Esta nova descida surge depois de uma queda de 30% nas vendas de automóveis na China no segundo trimestre. Em julho, a Mercedes reduziu as previsões de vendas de automóveis e de receitas do grupo para o conjunto do ano, citando a fraqueza persistente na China, onde a concorrência mais intensa, a procura contida e alterações na gama de modelos penalizaram o desempenho.
Excluindo a China, as vendas do grupo aumentaram 2%, enquanto as vendas de automóveis cresceram 1%. “Fora da China, as vendas de automóveis aumentaram pelo terceiro trimestre consecutivo em 2026”, disse Geisen.
Vendas de carros elétricos atingem máximo histórico
O crescimento na Europa e na América do Norte ajudou a sustentar as vendas, numa altura em que o interesse por veículos elétricos aumentou de forma significativa.
As vendas de carros elétricos aumentaram 61% em termos homólogos à escala mundial, para 68 400 veículos, mais 29% do que no segundo trimestre.
Na Europa, a Mercedes-Benz Cars alcançou vendas trimestrais recorde de veículos elétricos a bateria (BEV), uma subida de 78% em relação ao ano anterior e de 24% face ao segundo trimestre.
“Os nossos novos modelos elétricos GLC, CLA, GLB e GLA estão esgotados na Europa para o resto do ano, com encomendas já a prolongarem‑se até 2027”, afirmou Geisen.
A empresa acrescentou que as suas fábricas de Bremen e Rastatt, na Alemanha, e de Kecskemét, na Hungria, estavam a operar em três turnos para responder à procura.
Os veículos totalmente elétricos representaram um máximo histórico de 16,8% das vendas globais de automóveis, mais 7,2 pontos percentuais do que no mesmo trimestre do ano anterior, segundo a Mercedes.
No conjunto da Europa, as vendas de automóveis subiram 5%, para 168 700 veículos. O aumento ficou a dever‑se sobretudo ao crescimento na Alemanha, onde as vendas avançaram 13%, e no Reino Unido, onde cresceram 7%.
Na América do Norte, as vendas da Mercedes-Benz Cars aumentaram 4% no terceiro trimestre, para 83 200 veículos, com as vendas nos Estados Unidos a subirem 6%.
Nos primeiros nove meses de 2026, a Mercedes-Benz vendeu 1 244 400 automóveis, menos 7% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas de carros totalmente elétricos aumentaram 40%, para 165 500 unidades.