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Ambientalistas pedem quotas de pescas sustentáveis na UE

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De  Isabel Marques da Silva  & Christopher Pritcher
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Ambientalistas pedem quotas de pescas sustentáveis na UE
Direitos de autor  Thibault Camus/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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Os ministros das Pescas definem, esta terça e quarta-feira, os totais admissíveis de capturas exclusivamente geridos pela União Europeia para 2021.

Caberá, depois, a Portugal conduzir as negociações sobre quotas com o Reino Unido e a Noruega, durante a presidência rotativa que inicia a 1 de janeiro.

Os ambientalistas esperam que União Europeia respeite compromissos sobre a gestão sustentável dos recursos nos oceanos, nomeadamente acabando com práticas de sobrepesca e respeitando os conselhos dados pela comunidade científica.

Estima-se que a frota pesqueira europeia seja duas a três vezes maior do que o ambientalmente desejável.

"O ponto principal deste conselho de ministros é que a União Europeia se afirma comprometida com a política climática, empenhada em acabar com a sobrepesca e que quer ser líder na boa gestão dos oceanos. Se não definir os seus próprios limites de pesca de acordo com o aconselhamento científico, vai passar uma mensagem muito negativa, mostrando que a União não leva a sério acabar com a guerra contra a natureza", disse Rebecca Hubbard, diretora de projeto na associação O Nosso Peixe, em entrevista à euronews.

A indefinição sobre o Brexit

Muitos pescadores da União Europeia teme perder acesso às águas britânicas, sendo este um dos pontos que está a atrasar o futuro acordo de livre comércio com o Reino Unido.

Os ministros do setor ainda têm esperança que um acordo possa ser alcançado, disse o governante espanhol, Luis Planas Puchades: “Estamos na fase final da negociação. Esperamos que haja um acordo, mas não sabemos por enquanto se será possível. Penso que todas as frotas, todos pescadores, direta ou indiretamente afetados pelo Brexit, estão a ser afetados pela indecisão sobre o caminho para o futuro. Tem sido uma negociação muito difícil".

Todos os países da União, bem como o Reino Unido e Noruega, assinaram o Acordo das Nações Unidas sobre as Populações de Peixes para melhor preservar este recurso marinho.