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Pescas continuam a travar o acordo comercial pós Brexit

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Pescas continuam a travar o acordo comercial pós Brexit
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Os negociadores Brexit estão no sprint final para chegar a um acordo comercial. O diferendo sobre as quotas de pesca da UE em águas britânicas continua a ser a pedra no sapato,

O acordo é vital para evitar um divórcio económico caótico, já no Dia de Ano Novo.

O negociador principal da União Europeia (UE), Michel Barnier, foi claro quanto à importância desta reta final quando se reuniu com os 27 embaixadores da UE.

"Estamos realmente no momento crucial, e estamos a dar-lhe o impulso final. Dentro de 10 dias o Reino Unido deixará o mercado único e eu continuarei a trabalhar em total transparência com o Parlamento Europeu e os estados membros", disse.

Considerando que um acordo que salvaguarde centenas de milhares de postos de trabalho de ambos os lados não deve desmoronar-se apenas pela questão das pescas, a UE mostra-se disposta a negociar para além de 31 de dezembro.

Mas o primeiro-ministro britânico, que tem estado em contacto regular com a presidente da Comissão Europeia, mostra-se inflexível. Se não houver acordo, diz Boris Johnson, o comércio entre os dois lados faz-se sobre as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) a partir de 1 de janeiro.

Com o tempo a esgotar-se, a votação de qualquer acordo no Parlamento Europeu, até 1 de janeiro, está fora de questão, mas se houver entendimento entre Bruxelas e Londres, ela poderá acontecer mais tarde.

As pescas sempre foram a questão mais espinhosa deste processo, porque sempre foram sensíveis nas relações do Reino Unido com a União Europeia. Para os defensores do Brexit são um símbolo da soberania restaurada, mas a União faz do acesso a quotas de pesca em águas britânicas a condição para o acordo.

O impasse deixou as conversações gerais inconclusivas, com empresas de ambos os lados a clamarem por um acordo que pouparia dezenas de milhares de milhões de euros e libras.

A incapacidade de alcançar um acordo pós Brexit pode acrescentar caos nas fronteiras do Reino Unido com a UE no início de 2021, com novas tarifas decretadas por ambos os lados a aumentarem os obstáculos ao comércio.

Sem acordo, o fracasso será de ambos os lados e as consequências serão severas. A maioria dos economistas pensa, no entanto, que a Grã-Bretanha sofreria um maior impacto, pelo menos a curto prazo, uma vez que está relativamente mais dependente do comércio com a UE do que o contrário.