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União Europeia divulga contrato de vacinas com AstraZeneca

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Enfermeira prepara uma dose da vacina Pfizer/BioNTech
Enfermeira prepara uma dose da vacina Pfizer/BioNTech   -   Direitos de autor  AP Photo/John Locher/ Arquivo
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A União Europeia publicou há momentos o contrato assinado com a AstraZeneca a 27 de agosto de pré-compra de vacinas que viriam a ser desenvolvidas pela farmacêutica britânica em parceria com a Universidade de Oxford.

As duas partes tem vindo a esgrimir argumentos perante um alerta da farmacêutica de haver um atraso na distribuição acordada das vacinas, que aguardam a esperada autorização de uso na União Europeia esta sexta-feira à tarde.

O aval está apenas dependente da validação pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa).

Antes, pela manhã, a EMA pronunciou-se sobre a Cominarty, a vacina desenvolvida pela Pfizer/ BioNTech e que foi a primeira a ser autorizada a ser usada na UE.

A agência não encontrou qualquer ligação entre a primeira vacina autorizada na União Europeia, denominada Comirnaty, e eventuais mortes ou novos efeitos secundários posteriores à respetiva inoculação completa, isto é, após as duas doses. Os dados reforçam a fiabilidade da vacina.

Os planos de vacinação europeus arrancaram no final de dezembro de 2020, exatamente pela administração da primeira dose da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer/BioNTech, numa cooperação germano-americana. A segunda dose é inoculada 21 dias depois.

A EMA disse em comunicado ter revisto as mortes registadas desde o início da vacinação na UE, incluindo entre pessoas idosas, e "concluiu que a informação recolhida não revelou qualquer ligação com a vacinação Comirnaty e os casos não geraram preocupações de segurança."

A distribuição de vacinas está a sofrer atrasos no conjunto da UE e a provocar atritos entre a Comissão Europeia e as farmacêuticas envolvidas.

No entanto nem tudo são más notícias e esta sexta-feira, a norte-americana Novavax revelou que a sua vacina tinha alcançado uma eficácia de 89% nos ensaios clínicos realizados em humanos, sendo igualmente eficaz contra a variante britânica do vírus.

Mais modestos foram os resultados dos ensaios clínicos à vacina da Johnson & Johnson, também apresentados esta sexta-feira e que revelaram uma eficácia de 66%. Ainda assim a empresa revelou que pretendia que a vacina fosse aprovada para uso de emergência nos Estados Unidos.