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Violinista Ara Malikian reencontra-se com o público

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Ara Malikian num concerto em 2018, em Las Vegas, Estados Unidos
Ara Malikian num concerto em 2018, em Las Vegas, Estados Unidos   -   Direitos de autor  Chris Pizzello/Invision/AP/ Arquivo
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Ara Malikian resistiu à guerra no Líbano natal graças à música e foi com o violino de sempre que declarou guerra à pandemia.

O músico voltou aos palcos em Espanha e não faltou quem o quisesse ouvir na reabertura das salas de espetáculo, mesmo com apertadas regras de distanciamento social.

"Apesar do choque e do medo, as pessoas vieram ver-nos. Vieram ouvir-nos e isso anima muito, emociona-nos. Foram concertos muito emotivos", sublinhou o músico.

No Líbano, Malikian cresceu com o violino, o que lhe abriu portas para estudar música clássica na Alemanha, onde tocou à revelia do conservatório, em bares e clubes noturnos, para ganhar dinheiro.

Um começo atribulado, que define o estilo único do violinista, como o próprio explicou: "Pediram-me para tocar uma música dos 'The Doors' e perguntei quem eram. Como não sabia nada tive de aprender todo o repertório pop e rock. Na altura era quase uma vergonha porque na minha escola de música não podia dizer que estava a trabalhar em bares e clubes noturnos. Hoje sei que foram esses trabalhos que me abriram a mente e que graças a eles consegui ir mais além do mundo restrito da música clássica."

A viver em Madrid, onde esteve confinado, Malikian tem um passado como refugiado que marcou parte do percurso do músico.

A guerra do Líbano obrigou-o a abrigar-se numa garagem onde descobriu, entre o som das bombas, o poder da música.

"Percebi como a música e a arte mudam o estado de espírito das pessoas, como lhes davam esperança, alegria, mesmo que por um momento apenas. Esquecíamos o sofrimento, as guerras e as bombas" referiu o violinista.

A infância inspirou o álbum "Petit Garage", lançado online em janeiro.

Com ele, Malikian traz uma mensagem de esperança para fazer frente à guerra do nosso tempo, contra a pandemia de Covid-19.