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Merkel pede "desculpa a todos os cidadãos" e assume "erro"

De  Francisco Marques
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Chanceler alemã recuou nas restrições anunciadas para as férias da Páscoa
Chanceler alemã recuou nas restrições anunciadas para as férias da Páscoa   -   Direitos de autor  Kay Nietfeld/Pool via AP
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Angela Merkel assumiu ter cometido "um erro" e pediu "desculpa a todos os cidadãos" pela decisão de apertar as restrições para conter a epidemia de Covid-19 e "confinar" a Alemanha durante os cinco dias do fim de semana de Páscoa.

Após uma reunião por videoconferência com os ministros-presidente dos 16 estados federais alemães, a Chanceler acabou por reverter a decisão de confinar o país durante cinco dias, em redor da época pascal, e afinal igrejas e lojas vão poder manter-se em atividade.

Um erro tem de ser chamado um erro. Mais importante, tem de ser corrigido e se possível a tempo.

"Sei que esta proposta provocou ainda mais incerteza. Lamento muito e por isso peço desculpa a todos os cidadãos.
Angela Merkel
Chanceler da Alemanha

O recuo da Alemanha representa uma cedência da Chanceler perante as críticas de cidadãos e da oposição ao confinamento pascal anunciado segunda-feira e acontece num contexto de fragilidade política da União Democrática-Cristã (CDU) em ano de eleições federais.

Ao mesmo tempo que os cidadãos alemães vão desfrutar de alguma liberdade no território nacional, muitos viajaram para Maiorca, ilha balear espanhola incluída recentemente na lista de zonas seguras do Governo alemão.

A enchente germânica em Maiorca está a provocar receios em ambos os países de um eventual aumento dos contágios provocado por este ajuntamento de turistas na ilha espanhola.

Bélgica e França apontam às viagens

Apesar do alívio das restrições previstas na Alemanha, a vizinha Bélgica decidiu apertar ainda mais as restrições em vigor no país, onde a terceira vaga da epidemia parece estar também a crescer.

As escolas fecham na segunda-feira e o acesso ao comércio não essencial é limitado já a partir desta quarta-feira à noite. Cabeleireiros e salões de beleza para os belgas, só depois de 25 de abril.

"Outras medidas mantém-se em vigor, como a proibição de viagens não essenciais. Parece-me claro para todos de que durante estes tempos difíceis não podemos viajar em lazer para outros países. Vamos, aliás, aumentar os controlos das fronteiras durante a Páscoa", afirmou o primeiro-ministro belga, Alexander de Croo.

São cada vez mais os europeus preocupados com as restrições de mobilidade que estão a ser impostas para a Páscoa.

Em França, o governo também está a ponderar impedir as viagens turísticas para o estrangeiro e a nível interno adicionou mais três departamentos à lista dos que já tem restrições mais severas.

A epidemia mantém-se grave, inflamada pelas novas variantes do vírus já a circular pela Europa, sobretudo a britânica.

A própria Comissão Europeia alerta para um agravamento das infeções e das hospitalizações durante as próximas semanas.