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Ministro grego das Migrações rejeita responsabilidades por refugiados

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De  Euronews
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Ministro grego das Migrações rejeita responsabilidades por refugiados
Direitos de autor  JOHN THYS/AFP

O ministro das Migrações da Grécia, Notis Mitarakis, rejeita responsabilidades sobre o que acontece quando os refugiados deixam o território e vão para outros países.

França, Alemanha, Países Baixos, Luxemburgo e Suíça queixaram-se que desde o ano passado se registou um aumento dramático de pessoas a quem foi concedido asilo pela Grécia e que essas pessoas se moveram com documentos para outros países, solicitando pedidos adicionais de asilo.

Depois de se reunir com a comissária europeia com a pasta dos Assuntos Internos, Mitarakis manifestou-se, em entrevista à Euronews: "A Grécia está a fazer exatamente o que é expectável ao abrigo da Regulação Europeia. A comissária Ylva Johansson deu uma resposta muito boa. Estas pessoas estão a viajar livremente no Espaço Schengen conforme está regulado pelo acervo de Schengen. Os residentes legais da União Europeia, aos quais foi garantida proteção, têm direito a viajar no espaço Schengen. O facto de algumas pessoas terem ultrapassado o direito de permanência e de isso ter chegado à Alemanha é um problema que escapa ao nosso controlo", sublinhou o ministro grego.

Em setembro passado, a Comissão Europeia apresentou a última proposta em matéria de migração, que prevê uma reforma nas regras de asilo. Mas desde então fizeram-se poucos progressos e persistem divisões entre vários países.

"Gostaríamos de pedir a todos os Estados-membros, ao Conselho, ao Parlamento e à Comissão para ajudarem e trabalharem connosco na obtenção de compromissos para o novo pacto com uma forte dimensão externa, proporcionando um mecanismo de solidariedade que evite a pressão exclusiva sobre os Estados na linha da frente. Um mecanismo que permita retornos mais eficientes da União Europeia, para os que não têm direito à proteção internacional, para os países de origem", apelou o ministro grego.

Os líderes europeus vão reunir-se ainda este mês para acertar agulhas sobre os detalhes do Pacto para as migrações e promover a superação de diferenças entre Estados-membros sobre a matéria.