UNITA apela à criação de comissão para recontagem dos votos

Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA
Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA Direitos de autor PAULO NOVAIS/EPA
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UNITA insiste na recontagem de votos depois de apontar uma discrepância de meio milhão de votos. CNE pede ao TC para indeferir recursos contenciosos alegando a nulidade das provas apresentadas.

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O líder da UNITA reivindicou uma discrepância entre a sua contagem de votos e da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que poderia virar o resultado das eleições gerais em Angola do dia 24 de agosto a seu favor.

A acusação feita esta segunda-feira à noite resulta da contagem paralela efetuada com base nas chamadas atas síntese.

O candidato presidencial da UNITA pretende que sejam comparadas as atas em posse da Comissão Nacional Eleitoral com as cópias nas mãos dos partidos.

"Para o efeito, a UNITA solicita a constituição de uma comissão multidisciplinar composta pela Comissão Nacional Eleitoral, membros dos partidos políticos concorrentes e membros da sociedade civil, na presença de observadores nacionais e internacionais" -  adiantou Adalberto da Costa Júnior.

Horas antes da conferência de imprensa dos dirigentes do maior partido da oposição, o plenário da CNE avaliou os recursos contenciosos da UNITA e da CASA-CE e solicitou ao Tribunal Constitucional para não lhes dar provimento porque muitos dos documentos apresentados não eram as cópias das atas fornecidas aos delegados de lista, e outros que não tinham código de identificação ou apresentavam rasuras.

O porta-voz da CNE, Lucas Quilundo, sublinhou também que apenas os documentos da CNE são válidos.

"A Comissão Nacional Eleitoral enquanto entidade, constitucionalmente e legalmente, encarregue da organização e condução dos processos eleitorais, é ela a única fiel depositária dos documentos autênticos do processo eleitoral."

De acordo com os resultados definitivos proclamados na semana passada pela CNE, o MPLA venceu as eleições com 51,17% dos votos e 124 deputados, enquanto a UNITA obteve 43,95% e 90 mandatos.

O Tribunal Constitucional tem ainda que se pronunciar. A cerimónia de investidura do presidente da república está agendada para o dia 15 de setembro.

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