Finlândia integra oficialmente a NATO esta terça-feira

Bandeiras dos membros da NATO, hasteadas em frente à sede da organização, em Bruxelas
Bandeiras dos membros da NATO, hasteadas em frente à sede da organização, em Bruxelas Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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País escandinavo será o 31.° membro da aliança militar.

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A Finlândia passa a ser o 31.° membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), esta terça-feira, dia em que vai integrar oficialmente a aliança militar, numa cerimónia em Bruxelas,após aquele que foi o processo de adesão mais rápido da história da instituição.

Na capital belga, Jens Stoltenberg congratulou-se com o momento. O secretário-geral da NATO fez ainda questão de frisar que o processo da vizinha Suécia não está esquecido, apesar dos entraves da Hungria e da Turquia à adesão dos países escandinavos.

O processo da Finlândia foi concluído na última semana, depois de o parlamento turco ter ratificado a dessão.

A Turquia exigia o levantamento do embargo de armas a Ancara e o endurecimento de posição contra a comunidade curda, por alegadamente apoiar organizações consideradas terroristas, como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

“Vai ser um bom dia para a segurança da Finlândia, para a segurança da Europa e para a segurança da NATO”
Jens Stoltenberg
Secretário-geral da NATO

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se hoje na sede da Aliança Atlântica, para discutir o apoio conjunto à Ucrânia, num encontro que vai já contar com o chefe da diplomacia finlandês.

As eleições deste domingo ditaram uma mudança de poder na Finlândia. Mas, apesar de Sanna Marin, a primeira-ministra que liderou a candidatura do país à NATO, estar de saída, a adesão à aliança deverá continuar a ter o apoio do futuro governo.

O receio de uma agressão semelhante levou a Finlândia e a Suécia a pedirem a adesão imediata à NATO após a invasão.

A entrada de Henlsínquia faz que a aliança militar esteja agora mais próxima que nunca da fronteira com a Rússia. 

O facto foi sublinhado por Stoltenberg, ao recordar os 1340 quilómetros de fronteira com o país invasor. O líder na NATO destacado também o investimento da Finlândia na Defesa, mesmo após a Guerra Fria, ao contrário da maioria dos membros da aliança.

Moscovo já reagiu ao anúncio ameaçando com um reforço militar na fronteira caso haja destacamentos da NATO para a Finlândia.

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