Finlândia e Suécia de mãos dadas rumo à NATO

Sauli Niinistö admite esperar por eleições turcas para completar adesão à NATO
Sauli Niinistö admite esperar por eleições turcas para completar adesão à NATO Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
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Os dois países nórdicos reiteram vontade de seguir juntos depois de a diplomacia finlandesa ter admitido deixar os vizinhos para trás devido às difíceis relações entre Estocolomo e Ancara

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Sauli Niinistö admitiu durante uma visita surpresa à Ucrânia que seria necessário esperar pelas eleições de maio, na Turquia, para completar o processo de adesão à NATO.

O Presidente da Finlândia apelou à calma, depois de o chefe da diplomacia finlandesa ter piscado o olho à possibilidade de entrar na aliança atlântica sem a Suécia, na sequência dos protestos no país vizinho que azedaram uma vez mais a relação entre Estocolmo e Ancara.

Do lado dos suecos, o primeiro-ministro Ulf Kristersson também já manifestou a vontade de seguir até ao fim o caminho que iniciaram juntos:

"Quero apelar à calma neste processo porque quero regressar ao diálogo nas questões onde já foi feito progresso. Suécia, Finlândia e Turquia têm um acordo trilateral e está a funcionar.

É óbvio que não pensamos de mesma forma em todos os assuntos, e também me parece bastante óbvio que os três países têm legislações diferentes.

Há duas questões que dominam os meus pensamentos: o compromisso total da Suécia com a liberdade de expressão e a nossa vontade de completar a adesão à NATO a par da Finlândia."

Os dois países nórdicos decidiram abandonar a neutralidade histórica e solicitar adesão à NATO após a Rússia ter invadido a Ucrânia mas o processo tem sido dificultado pela Turquia.

Ancara exige que Helsínquia e Estocolmo se distanciem do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, considerado uma organização terrorista não só pelo regime turco, mas também por União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido, entre outros. Os dois países têm acolhido refugiados curdos e a Turquia exige também a sua deportação.

A entrada na aliança militar exige um apoio unânime dos membros da organização.

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