Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

China diz que Reino Unido tinha "obrigação" de aprovar mega-embaixada em Londres

Manifestantes seguram cartazes e bandeiras enquanto participam num protesto contra a proposta de construção de uma embaixada chinesa em Londres, 17 de janeiro de 2026
Manifestantes seguram cartazes e bandeiras enquanto participam num protesto contra a proposta de construção de uma embaixada chinesa em Londres, 17 de janeiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

O local, com 20.000 metros quadrados, deverá tornar-se o maior complexo de embaixadas do Reino Unido em termos de área e um dos maiores no centro de uma capital ocidental.

A China afirmou na quarta-feira que o Reino Unido tinha a "obrigação" de aprovar a sua nova mega-embaixada em Londres, um dia depois de os controversos planos terem recebido luz verde.

"Fornecer apoio e conveniência para a construção de instalações diplomáticas é uma obrigação internacional do país anfitrião", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, numa conferência de imprensa.

O local, com 20.000 metros quadrados, deverá tornar-se o maior complexo de embaixadas do Reino Unido em termos de área e um dos maiores no centro de uma capital ocidental.

O Reino Unido aprovou a sua construção na terça-feira.

Os planos para a embaixada têm sido afetados por objeções e protestos desde 2018, quando o governo da China comprou o terreno em Royal Mint Court, perto da Torre de Londres, por 225 milhões de libras (259 milhões de euros).

Vista geral do Royal Mint Court, local onde será construída a nova embaixada chinesa em Londres, 14 de janeiro de 2026
Vista geral de Royal Mint Court, o local onde será construída a nova embaixada chinesa em Londres, 14 de janeiro de 2026 AP Photo

A decisão desencadeou a ira e os protestos de grupos de defesa dos direitos humanos e de ativistas, que receiam que o local possa ser utilizado para espiar e perseguir dissidentes.

Os opositores também afirmam que o enorme local fica demasiado perto de cabos subterrâneos de fibra ótica que transportam informações financeiras sensíveis entre os dois principais distritos financeiros de Londres.

O ministro da Habitação britânico, Steve Reed, afirmou que a decisão era definitiva, mas que poderia ainda ser objeto de contestação legal, com os residentes de Londres a prometerem agir.

Os laços entre a China e a Grã-Bretanha caíram a pique durante o anterior governo conservador, com a nova embaixada a parecer ser um ponto de atrito.

A China queixou-se do atraso de sete anos na aprovação do projeto, afirmando que o Reino Unido estava "constantemente a complicar e a politizar o assunto".

Manifestantes seguram cartazes e bandeiras enquanto participam num protesto contra a proposta de construção de uma embaixada chinesa em Londres, 17 de janeiro de 2026
Manifestantes seguram cartazes e bandeiras enquanto participam num protesto contra a proposta de construção de uma embaixada chinesa em Londres, 17 de janeiro de 2026 AP Photo

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, cujo partido trabalhista chegou ao poder nas eleições de 2024, procurou restabelecer os laços com a potência económica e, segundo consta, visitará a China no final deste mês.

Embora a aprovação da embaixada possa impulsionar as relações, o ministro da Segurança, Dan Jarvis, observou que a China continua a representar uma ameaça à segurança nacional do Reino Unido.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

População da China diminui pelo quarto ano consecutivo e atinge níveis mínimos históricos

Canadá: Mark Carney saúda parceria estratégica com a China em Pequim com Xi Jinping

China supera previsões e regista excedente comercial de 1,2 biliões de dólares em 2025