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Reativação da maior central nuclear do mundo suspensa após alerta

Vista de parte da central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa da TEPCO em Kashiwazaki, 18 de julho de 2007
Vista de parte da central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa da TEPCO em Kashiwazaki, 18 de julho de 2007 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A reativação, inicialmente prevista para terça-feira, tinha sido adiada depois de ter sido detetado outro problema técnico relacionado com a remoção das barras de controlo no fim de semana passado.

A reativação da maior central nuclear do mundo foi suspensa no Japão, na quinta-feira, poucas horas após o início do processo, informou o seu operador, mas o reator permanece "estável".

As operações de relançamento de um reator na central de Kashiwazaki-Kariwa, na província de Niigata, encerrada desde a catástrofe de Fukushima em 2011, começaram na quarta-feira, depois de ter sido dada luz verde pelo regulador nuclear, apesar das divisões na opinião pública.

Mas o operador da central, a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio(TEPCO), disse que "um alarme do sistema de monitorização... soou durante os procedimentos de arranque do reator", levando à suspensão das operações.

"Estávamos a investigar o mau funcionamento do equipamento elétrico", afirmou o porta-voz Takashi Kobayashi.

"Uma vez que se tornou claro que levaria tempo, decidimos reinserir as barras de controlo de uma forma planeada", clarificou.

Monitor de radiação na central nuclear de Fukushima Dai-ichi, em Okuma, 28 de fevereiro de 2012
Um monitor de radiação na central nuclear de Fukushima Dai-ichi em Okuma, 28 de fevereiro de 2012 AP Photo

O reator "está estável e não há qualquer impacto radioativo no exterior", afirmou.

As barras de controlo são um dispositivo utilizado para controlar a reação nuclear em cadeia no núcleo do reator, que pode ser acelerada quando essas barras são retiradas ligeiramente, ou abrandada ou parada completamente sempre que elas são inseridas mais profundamente.

O reinício, inicialmente previsto para terça-feira, tinha sido adiado depois de ter sido detetado outro problema técnico relacionado com a remoção das barras no fim de semana passado, problema esse que foi resolvido no domingo, segundo a TEPCO.

Kashiwazaki-Kariwa é a maior central nuclear do mundo em termos de capacidade potencial, embora apenas um dos sete reatores tenha sido reiniciado.

A central foi desativada quando o Japão desligou a energia nuclear depois de um terramoto e tsunami colossais terem provocado a fusão de três reatores na central atómica de Fukushima em 2011.

No entanto, o Japão quer agora reavivar a energia atómica para reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis, alcançar a neutralidade carbónica até 2050 e satisfazer as crescentes necessidades energéticas da Inteligência Artificial (IA).

Kashiwazaki-Kariwa é a primeira unidade gerida pela TEPCO a arrancar desde 2011. A empresa também explora a central de Fukushima Daiichi, atualmente em fase de desativação.

Manifestantes seguram cartazes durante uma manifestação contra a produção de energia nuclear realizada em frente à sede da TEPCO em Tóquio, 3 de abril de 2011
Manifestantes seguram cartazes durante uma manifestação contra a produção de energia nuclear realizada em frente à sede da TEPCO em Tóquio, 3 de abril de 2011 AP Photo

A opinião pública em Niigata está profundamente dividida. De acordo com uma sondagem realizada em setembro, cerca de 60% dos residentes opõem-se ao reinício da produção de energia nuclear e 37% apoiam a iniciativa.

"É a eletricidade de Tóquio que é produzida em Kashiwazaki, por isso, porque é que as pessoas daqui devem ser postas em risco? Isso não faz sentido", disse Yumiko Abe, uma residente de 73 anos, à agência noticiosa AFP durante um protesto no início desta semana.

No início deste mês, sete grupos que se opõem à reativação da central apresentaram uma petição assinada por cerca de 40.000 pessoas à TEPCO e à Autoridade de Regulação Nuclear do Japão, afirmando que a central se situa numa zona de falha sísmica ativa e que foi atingida por um forte terramoto em 2007.

Outras fontes • AFP

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