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Sepp Blatter, ex-presidente da FIFA, apoia apelos para boicote ao Mundial nos EUA

ARQUIVO: O ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, após o veredito no tribunal especial de recursos, em Muttenz, Suíça, terça-feira, 25 de março de 2025
ARQUIVO: O ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, após o veredito no tribunal especial de recursos, em Muttenz, Suíça, terça-feira, 25 de março de 2025 Direitos de autor  URS FLUEELER/' KEYSTONE / URS FLUEELER
Direitos de autor URS FLUEELER/' KEYSTONE / URS FLUEELER
De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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As preocupações da comunidade internacional em relação aos Estados Unidos como anfitriões decorrem da postura expansionista de Trump em relação à Gronelândia, das proibições de viajar e das táticas agressivas ao lidar com os manifestantes que se opõem à aplicação da lei da imigração.

O antigo presidente da FIFA, Sepp Blatter, apoiou uma proposta de boicote dos adeptos aos jogos do Campeonato do Mundo de Futebol nos Estados Unidos (EUA), devido à conduta do presidente Donald Trump e da sua administração no país e no estrangeiro.

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Blatter é a mais recente figura do futebol internacional a pôr em causa a adequação dos Estados Unidos como país anfitrião.

Numa publicação na rede social X, secundou os comentários do advogado Mark Pieth, que numa entrevista na semana passada ao jornal suíço Der Bund, pediu aos adeptos que não se desloquem aos EUA para ver os jogos do Mundial.

Pieth, um advogado suíço especializado em crimes de colarinho branco e perito em anticorrupção, presidiu à supervisão do Comité de Governação Independente da reforma da FIFA há uma década.

Blatter foi presidente do organismo que rege o futebol mundial de 1998 a 2015 até à sua demissão no âmbito de uma investigação sobre corrupção.

"Se tivermos em conta tudo o que discutimos, só há um conselho para os adeptos: Fiquem longe dos EUA! De qualquer modo, vão ver melhor na televisão. E, à chegada, os adeptos devem contar que, se não agradarem aos dirigentes, serão diretamente metidos no próximo voo de regresso a casa. Se tiverem sorte".

Na publicação no X, Blatter citou Pieth e acrescentou: "Acho que Mark Pieth tem razão em questionar este Campeonato do Mundo".

Os Estados Unidos organizam o Campeonato do Mundo, em conjunto com o Canadá e o México, de 11 de junho a 19 de julho.

As preocupações da comunidade futebolística internacional em relação à escolha dos Estados Unidos como anfitrião decorrem da postura expansionista de Trump em relação à Gronelândia, das proibições de viajar e das táticas agressivas ao lidar com os migrantes e com os manifestantes que protestam contra a imigração nas cidades americanas, em particular em Minneapolis.

Oke Göttlich, um dos vice-presidentes da federação alemã de futebol, disse ao jornal Hamburger Morgenpost, numa entrevista na sexta-feira, que tinha chegado o momento de considerar seriamente o boicote ao evento.

Trump após a cerimónia de assinatura do seu plano de paz na Reunião Anual do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, 22 de janeiro de 2026.
Trump após a cerimónia de assinatura do seu plano de paz na Reunião Anual do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, 22 de janeiro de 2026. Markus Schreiber/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

Os planos de viagem para os adeptos de dois dos principais países africanos do futebol sofreram um golpe em dezembro, quando a administração Trump anunciou uma proibição de entrada alargada que impediria efetivamente pessoas do Senegal e da Costa do Marfim d episarem solo norte-americano, a menos que já tivessem vistos.

Trump citou "deficiências no rastreio e na verificação" como a principal razão para as suspensões.

Os adeptos do Irão e do Haiti, dois outros países que se qualificaram para o Campeonato do Mundo, também serão impedidos de entrar nos Estados Unidos.

Outras fontes • AP

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