A Polícia Nacional desmantelou uma rede de 38 empresas envolvidas numa fraude de três milhões à Segurança Social, com 12 detidos e crimes de branqueamento de capitais e associação criminosa.
A Polícia Nacional espanhola desmantelou uma rede de 38 empresas envolvidas numa alegada fraude de três milhões de euros à Segurança Social.
O grupo criminoso utilizou uma complexa rede de empresas e de testas-de-ferro para fugir ao pagamento das contribuições e dificultar o trabalho da Administração.
A operação policial foi levada a cabo nas províncias de Sevilha, Leão, Madrid e Múrcia e resultou na detenção de 12 pessoas e na investigação de outras nove, todas elas envolvidas em crimes contra a Segurança Social, branqueamento de capitais e pertença a um grupo criminoso.
A investigação teve início em setembro de 2022, na sequência de informações recebidas que alertavam para possíveis irregularidades relacionadas com a venda de uma empresa de segurança privada.
Complexa rede de negócios de dinheiro opaco
Os agentes descobriram que estavam a lidar com um grupo criminoso, composto por 21 pessoas, com diferentes graus de envolvimento e responsabilidade.
Entre os alegados crimes investigados estavam crimes contra a segurança social, fraude na execução de procedimentos, branqueamento de capitais, participação em grupo criminoso e crimes societários relacionados com a gestão da empresa.
Os agentes conseguiram apurar a participação dos envolvidos em pelo menos 38 empresas diferentes, após análise de documentação que incluía registos fiscais, dados da segurança social, protocolos notariais e contas bancárias.
Esta rede empresarial era alegadamente utilizada para gerir operações irregulares e ocultar movimentos de dinheiro.