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Espanha apreende 600.000 brinquedos contrafeitos potencialmente perigosos para crianças

Um agente mostra um dos brinquedos apreendidos, que contém peças amovíveis.
Um agente mostra um dos brinquedos apreendidos, que contém peças amovíveis. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Cristian Caraballo
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Uma operação realizada em armazéns de Parla, Fuenlabrada e Getafe descobriu uma rede que importava peluches e objetos contrafeitos de baixa qualidade, da China. Duas pessoas foram detidas.

A Polícia espanhola apreendeu mais de 600.000 brinquedos contrafeitos de marcas associadas à popular plataforma de streaming Netflix, numa operação levada a cabo em vários municípios da Comunidade de Madrid. O material, de qualidade muito inferior à dos produtos originais e potencialmente perigoso para os menores, foi apreendido antes de poder ser colocado no mercado. Duas pessoas foram detidas por alegada prática de um crime contra a propriedade industrial.

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A investigação teve início em fevereiro, quando a polícia detetou um fluxo de remessas suspeitas provenientes da China. As remessas chegavam acompanhadas de documentação irregular e de dados de identidade falsos, uma estratégia destinada a dificultar a localização das mercadorias e a ação policial.

A primeira intervenção levou à interceção de 72 caixas que continham artigos associados a uma conhecidaprodução audiovisual internacional. Os artigos tinham acabamentos de muito má qualidade e não cumpriam as garantias mínimas de segurança exigidas para serem vendidos no mercado europeu.

A partir desta descoberta, os investigadores conseguiram identificar o destinatário dos envios e localizar o centro de armazenamento da rede: um armazém industrial situado no município de Parla, em Madrid.

25 toneladas de artigos de contrafação

A operação culminou com cinco inspeções simultâneas em armazéns de Parla, Fuenlabrada e Getafe. O balanço final revela a dimensão do esquema: mais de 25 toneladas de produtos contrafeitos, num total de mais de 600.000 artigos. Entre eles estavam principalmente peluches, porta-chaves e outros artigos promocionais que reproduziam sem autorização marcas e personagens de grande sucesso comercial como Stranger Things, Disney ou Marvel.

Segundo a polícia, para além do prejuízo económico para os titulares de direitos de propriedade industrial, estes produtos representavam um risco real para a saúde dos consumidores. Muitos eram feitos de materiais frágeis e com peças pequenas que podiam cair facilmente, aumentando o risco de asfixia ou envenenamento, especialmente para as crianças.

As investigações foram posteriormente alargadas a várias empresas de logística, onde foram apreendidas mais 36 caixas ligadas aos mesmos autores, contendo mais de 16 000 artigos adicionais.

A operação foi concluída com a detenção de um homem, arrendatário do armazém utilizado como centro de armazenamento, e da mulher responsável pela receção das encomendas. Ambos foram presentes a tribunal por suspeita de crime contra a propriedade industrial.

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