O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo manteve conversações em Pequim com o Presidente chinês, Xi Jinping, e o seu homólogo Wang Yi, assegurando-lhes que Moscovo está pronto a compensar o défice energético da China.
A Rússia está disposta a "compensar a escassez de recursos energéticos" que surgiu devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.
"A Rússia pode certamente compensar a falta de recursos que surgiu tanto da China como de outros países que estão interessados em trabalhar connosco numa base de igualdade e de benefício mútuo. A Rússia já falou sobre isso muitas vezes", afirma Lavrov.
Segundo ele, Moscovo e Pequim já estão a aproveitar as oportunidades para não dependerem do que se passa no Médio Oriente.
A este respeito, Lavrov afirmou que alguns altos funcionários europeus estão a insistir com a Comissão Europeia para que adie os planos de abandonar completamente as fontes de energia russas.
Serguei Lavrov fez estas declarações durante a visita a Pequim. O chefe da diplomacia russa reuniu-se com o seu homólogo Wang Yi, bem como com o presidente chinês Xi Jinping.
De acordo com o ministro, a atual crise no Médio Oriente, causada pela "agressão não provocada dos EUA e de Israel", "é um nó de crise óbvio que será muito difícil de desatar", e as tentativas de o "cortar" não conduzirão a resultados.
Xi Jinping considerou as relações com a Rússia "especialmente preciosas", tendo em conta o que está a acontecer no mundo.
Entre os principais temas debatidos em Pequim esteve a nova visita de Vladimir Putin à China: de acordo com Lavrov, a viagem deverá ter lugar antes do final do semestre.
É possível que Putin visite Pequim duas vezes este ano: anteriormente, a administração do presidente russo afirmou que ele tinha aceite um convite para participar na cimeira da APEC em novembro.