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Trump exige que a ABC despeça Jimmy Kimmel após piada "desprezível"

Jimmy Kimmel apresenta o prémio para o melhor documentário de curta-metragem durante os Óscares em Los Angeles, 15 de março de 2026
Jimmy Kimmel apresenta o prémio para o melhor documentário de curta-metragem durante os Óscares em Los Angeles, 15 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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O comediante comparou a primeira-dama norte-americana a uma "viúva grávida". Donald Trump fala num "desprezível apelo à violência".

O presidente dos Estados Unidos exigiu a demissão do comediante Jimmy Kimmel por ter comparado a primeira-dama Melania Trump a uma "expecting widow", ou seja, uma futura viúva, numa piada feita dias antes de um tiroteio ocorrido durante um jantar em que Donald Trump estava presente.

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"Jimmy Kimmel deve ser imediatamente despedido pela Disney e pela ABC", devido ao "desprezível apelo à violência", afirmou Trump numa publicação nas redes sociais na segunda-feira, horas depois de Melania Trump também ter criticado o comentário.

"Compreendo que tantas pessoas estejam indignadas com o desprezível apelo à violência de Kimmel e, normalmente, não reagiria a nada do que ele dissesse, mas isto é algo que ultrapassa em muito os limites", acrescentou.

A primeira-dama Melania Trump criticou duramente Kimmel na segunda-feira, apesar da piada em questão ter sido feita num monólogo dias antes do incidente com o tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no sábado.

Autoridades do governo afirmam que um atirador que tentou invadir o jantar de gala da imprensa com uma espingarda na noite de sábado, em Washington, tinha aparentemente como alvo Trump e outros membros do governo.

Na segunda-feira, Cole Tomas Allen foi acusado de tentativa de assassinato do presidente norte-americano num tribunal de Washington. Críticos de direita alegaram que os democratas que criticavam Trump eram responsáveis por alimentar o extremismo, apesar do próprio presidente ter repetidamente quebrado os precedentes com invetivas violentas contra os opositores, os meios de comunicação social, os tribunais e os imigrantes.

Como um proeminente apresentador de um programa de comédia noturno, Kimmel tem estado no centro do debate sobre a liberdade de expressão protegida pela Constituição.

A respeito do comentário do comediante, a primeira-dama norte-americana escreveu no X que o "monólogo sobre a minha família não é comédia — as suas palavras são corrosivas e agravam a doença política que assola a América".

Kimmel foi temporariamente suspenso do seu programa na rede ABC em setembro passado, na sequência de pressões do governo, depois de ter afirmado que o movimento de extrema-direita MAGA, de Trump, estava a tentar tirar partido político do assassinato do influenciador da MAGA, Charlie Kirk.

"Kimmel esconde-se atrás da ABC porque sabe que a emissora continuará a protegê-lo", acrescentou a primeira-dama na segunda-feira.

"Já chega. É hora da ABC tomar uma posição. Quantas mais vezes é que a direção da ABC vai permitir o comportamento atroz de Kimmel às custas da nossa comunidade?, escreveu.

Outras fontes • AFP

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