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Portugal convoca embaixador israelita após detenção de portugueses em flotilha humanitária

Paulo Rangelo, ministro dos Negócios Estrangeiros
Paulo Rangelo, ministro dos Negócios Estrangeiros -  Direitos de autor  AP Photo
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De Diana Rosa Rodrigues
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Governo português confirmou que, pelo menos, três cidadãos portugueses integravam a flotilha humanitária com destino a Gaza. Paulo Rangel confirmou que embaixador israelita foi convocado para dar explicações sobre as detenções e garantiu apoio consular para os ativistas.

Portugal convocou o embaixador israelita no país para prestar esclarecimentos sobre as detenções dos ativistas portugueses. Os ativistas seguiam a bordo da Flotilha 'Global Sumud', que tinha como destino a Faixa de Gaza e foi intercetada pelas autoridades israelitas em águas internacionais.

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"Como houve esta operação em águas internacionais, dei instruções e já foi chamado o embaixador de Israel para dar explicações junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros", informou esta quinta-feira Paulo Rangelo à agência Lusa, à margem da participação no Fórum Portugal Nação Global, que terminou esta quinta-feira em Lisboa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português garantiu ainda à agência noticiosa portuguesa que "toda a proteção diplomática está ativada, aliás já tinha sido ativada preventivamente, mas está neste momento ativada nas duas capitais [Telavive e Atenas], onde ela pode ter efeitos favoráveis aos nossos cidadãos".

Pelo menos três cidadãos portugueses seguiam a bordo da flotilha humanitária que foi intercetada pela Marinha israelita que apreendeu alguns dos barcos com os tripulantes a serem, segundo o que foi inicialmente divulgado, transferidos para o porto de Ashdod, em Israel.

"Nós temos as nossas autoridades consulares em Telavive e em Atenas a fazerem todas as diligências para darem a proteção consular a estes ativistas que terão sido detidos, e eventualmente a outros que possam vir a ter problemas com Israel", afirmou à Lusa Paulo Rangel.

A confirmação da presença nas embarcações já tinha sido feita pelo Governo português, que durante a tarde emitiu uma nota informando que "nenhum destes cidadãos ou outros contactou o Estado português para informar da sua participação".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros apela ainda para que "no caso de haver outros cidadãos portugueses que integrem a flotilha, que estes ou seus familiares informem, quanto antes, o Gabinete de Emergência Consular", devido à "necessidade de prestação de apoio consular".

Nas redes sociais já foram partilhados vídeos de dois ativistas portugueses, gravados antes de integrarem a flotilha humanitária, e divulgados caso fossem detidos.

"Continuarão ver Gaza no Youtube"

As autoridades israelitas tinham inicialmente declarado que os 175 ativistas detidos - a organização da flotilha humanitária diz que são 211 - estariam já a caminho de Israel. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita confirmou na rede social X que, afinal, e "após um acordo com o governo grego", o civis "vão desembarcar na costa grega nas próximas horas", agradecendo a disponibilidade do governo grego para receber os ativistas.

Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, comentou a situação, parabenizando a Marinha israelita.

"Nenhum navio e nenhum apoiante do Hamas chegou ao nosso território, nem mesmo às nossas águas territoriais. Eles foram desviados de volta e retornarão aos seus países de origem. Eles continuarão a ver Gaza no YouTube", escreveu o líder israelita numa publicação no X.

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