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Suíça: delegações dos EUA e do Irão chegam para negociações de paz

Vice-presidente JD Vance desembarca do Marine Two à chegada à Base Conjunta Andrews, no Maryland, sábado, 20 de junho de 2026, a caminho da Suíça.
O vice-presidente JD Vance sai do helicóptero Marine Two à chegada à Base Conjunta Andrews, no Maryland, sábado, 20 de junho de 2026, a caminho da Suíça. Direitos de autor  AP photo
Direitos de autor AP photo
De Nathan Rennolds
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"Esperamos conseguir avançar na questão nuclear e na questão do cessar-fogo no Líbano", disse o vice-presidente dos EUA, JD Vance, aos jornalistas.

Delegações dos Estados Unidos e do Irão chegaram à Suíça antes das conversações previstas sobre a implementação do acordo de paz provisório entre Washington e Teerão, informou este domingo o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço.

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As delegações seguem para Bürgenstock, no cantão suíço de Nidwalden, para iniciarem as negociações. Representantes do Paquistão, que tem desempenhado um papel-chave de mediação entre as partes, também já chegaram ao país, acrescentou o ministério.

O vice-presidente JD Vance deverá participar nas conversações técnicas e, segundo o seu porta-voz, chegou por volta das 6h à base aérea de Emmen, da Força Aérea suíça, citado pela AFP.

A falar na Joint Base Andrews, base militar conjunta em Maryland, antes de partir para a Suíça, Vance disse aos jornalistas que estava "confiante" em relação às conversações.

"Esperamos conseguir avanços na questão nuclear e no cessar-fogo no Líbano, essas são as duas grandes questões em que penso que nos vamos concentrar", afirmou.

O encontro estava inicialmente marcado para sexta-feira, mas Vance adiou a viagem após o agravamento das tensões no Médio Oriente devido a confrontos entre Israel e o Líbano.

As forças armadas iranianas anunciaram, no sábado, que tinham encerrado o Estreito de Ormuz devido aos ataques israelitas no sul do Líbano.

Disseram ter tomado essa decisão "à luz da má-fé dos Estados Unidos e da violação flagrante da primeira cláusula do memorando de entendimento que pôs fim à guerra, e em resposta à violação incessante e contínua do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano".

O Comando Central dos EUA afirmou, porém, que a via marítima se manteve aberta no sábado.

"Hoje manteve-se a passagem segura pela via marítima internacional, com 55 navios mercantes a atravessar, transportando grandes quantidades de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo para os mercados globais", indicou em comunicado.

Israel e o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irão, tinham acordado na sexta-feira um novo cessar-fogo, mas Israel lançou uma nova vaga de ataques na manhã de sábado.

Bombardeamentos em Nabatieh, no sul do Líbano, mataram 16 pessoas e feriram outras 12 no sábado, segundo a agência de defesa civil libanesa.

O exército israelita afirmou ter realizado os ataques em resposta a mais de 50 rockets disparados pelo Hezbollah no sul do Líbano, durante a noite de sexta-feira, contra as suas forças.

"Entre os alvos atingidos estavam posições de lançamento de rockets, depósitos de armas e centros de comando", indicou sobre os ataques no Líbano.

Na sexta-feira, o ministro da Segurança Nacional de Israel defendeu que "todo o Líbano" devia "arder" depois do exército israelita ter comunicado que quatro soldados tinham sido mortos em combates no país.

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