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Número de mortos em tempestades e cheias na China sobe para 15

Aldeias inundadas após rutura da albufeira de Liulan devido a chuvas fortes em Hengzhou, 6 de julho de 2026
Aldeias inundadas após a rotura da barragem de Liulan devido a fortes chuvas em Hengzhou, 6 de julho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Cientistas alertam que a intensidade e a frequência dos fenómenos meteorológicos extremos à escala global vão aumentar à medida que o planeta continua a aquecer devido às emissões de combustíveis fósseis.

Trovoadas e ventos fortes provocaram a morte de pelo menos 15 pessoas e feriram 275, na China central, anunciaram esta terça-feira os meios de comunicação estatais, enquanto chuvas intensas e inundações fizeram mais dois mortos no sul.

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Várias zonas da província de Hubei registaram condições convectivas severas na segunda-feira, informou o canal estatal de televisão CCTV.

Trovoadas e ventos fortes varreram cidades como Huangshi e Huanggang, causando a morte de oito pessoas, acrescentou.

Foram registados tornados em algumas zonas e nove pessoas estão desaparecidas.

O mau tempo no distrito de Huangzhou, em Huanggang, fez 275 feridoss à manhã de terça-feira, informou a agência noticiosa estatal Xinhua, sem precisar a gravidade dos ferimentos.

As autoridades retiraram ainda 408 residentes para zonas seguras, acrescentou.

Estão em curso operações de salvamento e assistência, indicou a Xinhua.

Aldeias inundadas após a ruptura da albufeira de Liulan devido a chuvas intensas em Hengzhou, 6 de julho de 2026
Aldeias inundadas após a ruptura da albufeira de Liulan devido a chuvas intensas em Hengzhou, 6 de julho de 2026 AP Photo

Chuvas intensas e fortes inundações provocadas pelo tufão Maysak causaram pelo menos dois mortos na região meridional de Guangxi e levaram as autoridades a retirar pelo menos 48 mil pessoas até à noite de segunda-feira.

Responsáveis em Nanning, capital de Guangxi, elevaram a resposta de emergência contra cheias ao nível máximo depois de chuvas torrenciais terem provocado rupturas em barragens.

A chuva levou ao rompimento das paredes de uma barragem de reserva de água, com imagens impressionantes difundidas pela CCTV a mostrarem uma torrente de água lamacenta a atravessar o betão desfeito.

Noutros pontos da região, casas e automóveis ficaram parcialmente submersos, mostravam as imagens.

Nas imagens viam-se equipas de resgate com coletes salva-vidas e capacetes, enquanto outras patrulhavam em botes insufláveis à procura de pessoas.

O líder chinês, Xi Jinping, apelou a operações de socorro conduzidas ao máximo das capacidades disponíveis, avançaram esta terça-feira os meios de comunicação estatais.

O presidente chinês, Xi Jinping, aplaude durante uma cerimónia no Grande Palácio do Povo, em Pequim, 1 de julho de 2026
O presidente chinês, Xi Jinping, aplaude durante uma cerimónia no Grande Palácio do Povo, em Pequim, 1 de julho de 2026 AP Photo

Xi sublinhou a necessidade de mobilizar todos os meios na organização de operações de emergência e salvamento, no tratamento dos feridos e na reinstalação dos residentes afetados, garantindo uma resposta eficaz na prevenção e no alívio de desastres, segundo o canal estatal CCTV.

Cientistas alertam que a intensidade e a frequência de fenómenos meteorológicos extremos a nível global irão aumentar à medida que o planeta continua a aquecer devido às emissões de combustíveis fósseis.

A China é o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, mas é também uma potência global nas energias renováveis e pretende tornar a sua vasta economia neutra em carbono até 2060.

Outras fontes • AFP

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