A perder 2-0 com o Egito e a 11 minutos do fim, os campeões em título recuperaram e venceram 3-2, garantindo os quartos diante da Suíça, que bateu a Colômbia nos penáltis.
A Argentina protagonizou uma grande reviravolta nos minutos finais frente ao Egito, na terça-feira, garantindo de forma apertada a qualificação para os quartos de final com um 3-2.
Os campeões em título perdiam por 2-0 para o Egito a 11 minutos do fim, quando Cristian Romero iniciou a recuperação ao marcar de cabeça, aos 79 minutos.
Lionel Messi, em lágrimas após o apito final, fez o seu oitavo golo no torneio e o 21.º em Mundiais, ampliando o seu próprio recorde, aos 83 minutos para igualar 2-2, e Enzo Fernández consumou a reviravolta já em tempo de compensação.
Durante grande parte do jogo de terça-feira, tudo indicava uma despedida dolorosa para Messi, de 39 anos, naquele que poderá ter sido o último dos seus seis Mundiais.
O Egito marcou um golo em cada parte, por Yasser Ibrahim e Mostafa Zico, e podia ter chegado ao 3-0 não fosse uma revisão em vídeo que anulou outro golo.
A equipa egípcia pensou ter aumentado a vantagem na segunda parte, quando Mostafa Zico concluiu um contra-ataque rápido. No entanto, as celebrações terminaram abruptamente, pois, após análise do vídeo, foi assinalada uma falta no início da jogada e o golo acabou por ser anulado.
Noutro momento dramático, Messi viu um penálti na primeira parte ser defendido pelo guarda-redes egípcio Mostafa Shobeir, que se atirou para a sua esquerda e travou o remate, no segundo penálti desperdiçado pelo argentino neste Mundial.
Apesar de ser o melhor marcador de sempre em Mundiais, Messi já falhou quatro das oito grandes penalidades que cobrou no torneio.
"O coração dos argentinos é algo que nos empurra e nos faz continuar, aconteça o que acontecer, e que nos leva a dar tudo até ao fim. E, sinceramente, com o 2-0, parecíamos um pouco abatidos", disse o avançado argentino Julián Álvarez. "Faltava pouco tempo, mas conseguimos sempre dar mais um pouco por lutarmos até ao fim."
"Mostrámos um nível de jogo melhor do que os campeões em título. Fomos melhores em tudo, exceto no resultado", afirmou o selecionador do Egito, Hossam Hassan.
Hassan declarou ainda que não tenciona assistir a mais nenhum jogo neste Mundial, por considerar que a sua equipa deveria ter beneficiado de uma grande penalidade antes da Argentina sair em contra-ataque para o golo da vitória.
"Não estou convencido com este desfecho. Não estou convencido com a forma como as coisas aconteceram neste jogo", declarou. "Não quero tentar dourar a pílula, usar bonitas palavras, dizer 'foi azar' e coisas do género.
Hoje fomos tratados de forma injusta", disse Hassan. "Fomos vítimas de uma injustiça."
Colômbia falha no desempate por penáltis
A Colômbia esteve perto de igualar a sua melhor campanha em Campeonatos do Mundo, mas não conseguiu ultrapassar a Suíça na marcação de grandes penalidades.
Davinson Sánchez rematou o seu penálti por cima da baliza e Cucho Hernández viu a sua tentativa ser defendida por Gregor Kobel. A Suíça venceu a Colômbia por 4-3 no desempate, após 120 minutos sem golos, esta terça-feira.
Após um resultado nulo, Ruben Vargas marcou o penálti decisivo e a Suíça qualificou-se para os quartos de final do Mundial ao vencer a Colômbia por 4-3 nas grandes penalidades.
No sábado, a Suíça defrontará a atual campeã, a Argentina, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, no Missouri. Mais cedo, a Argentina tinha derrotado o Egito por 3-2.
A Suíça não alcançava os quartos de final de um Campeonato do Mundo desde que organizou o torneio, em 1954. A equipa suíça chegou a esta terça-feira desfalcada, sem o jovem médio Johan Manzambi, que se lesionou no treino de segunda-feira.
A Colômbia não se qualificou para o último Mundial, em 2022. Em 2014, no Brasil, chegou aos quartos de final, depois de bater o Uruguai nos oitavos de final, antes de perder com o país anfitrião por 2-1.
Vargas, que já tinha marcado dois golos neste Mundial, também abandonou mais cedo o treino de segunda-feira, mas entrou em campo nos descontos do tempo regulamentar.
No desempate, o penálti do defesa colombiano Davinson Sánchez acertou na trave e o guarda-redes suíço Gregor Kobel defendeu o remate de Cucho Hernández.